Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Laudo da Politec confirma asfixia mecânica e pai é indiciado por matar filha de 12 anos

Investigação da DHPP concluiu que Olga Beatriz, de 12 anos, morreu por asfixia mecânica provocada pelo pai. Laudo da Politec descartou a versão apresentada pelo investigado, que foi indiciado por feminicídio qualificado.

Laudo da Politec confirma asfixia mecânica e pai é indiciado por matar filha de 12 anos
Foto: Arquivo Colíder News
A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito sobre a morte de Olga Beatriz, de 12 anos. Segundo a Polícia Civil, o laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que a adolescente morreu por asfixia mecânica provocada pelas mãos do próprio pai, Claudinei da Silva, de 42 anos.

Com a conclusão das investigações, o homem foi indiciado por feminicídio no contexto de violência doméstica e familiar, com as qualificadoras de asfixia e da menoridade da vítima.

Olga morreu no dia 8 de junho, um dia depois de passar a noite na casa do pai. A primeira versão apresentada pelo investigado era de que a menina estaria conversando com um garoto por uma rede social, o que teria motivado uma "punição".

A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis 24 Horas de Várzea Grande. Após o crime, Claudinei fugiu da residência, mas, horas depois, se apresentou espontaneamente à polícia e acabou autuado por feminicídio.

Com o avanço das investigações, a versão apresentada pelo acusado foi descartada. A advogada Daiane Rodrigues, que representa Maiara Santos, mãe de Olga Beatriz Santos da Silva, afirmou que a informação era falsa.

"A mãe descarta totalmente essa possibilidade de a Olga estar conversando com um menino pelo telefone, porque a Olga não tinha celular. Ela conversava com o pai pelo celular da mãe e com a mãe pelo celular do pai", disse.

Daiane também afirmou que o histórico de violência de Claudinei contra Maiara é antigo. O casal se separou em 2018, quando ela conseguiu uma medida protetiva após sobreviver a uma tentativa de feminicídio. Segundo a advogada, tanto Maiara quanto Olga também foram mantidas em cárcere privado pelo suspeito.

A reaproximação entre pai e filha ocorreu depois que Claudinei procurou os irmãos de Maiara, alegando que queria voltar a conviver com a menina. Após conversar com a família e considerar os pedidos de Olga para ficar mais próxima do pai, a mãe aceitou que os encontros fossem retomados.

Ainda conforme a advogada, aquela foi a primeira vez que Olga dormiu na casa do pai.
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