Nas mensagens, Luchsinger afirma que estava levantando os custos da viagem e envia a Lulinha um arquivo com opções de hospedagem.
Surpreso, o empresário perguntou sobre o valor e ouviu da lobista que seria uma “viagem cara, sim”.
Os registros da investigação coincidem com fotos publicadas por Luchsinger nas redes sociais durante uma viagem pela África do Sul, Moçambique e França. As imagens mostram, entre outros momentos, um safári e a passagem por Paris durante a Olimpíada de 2024.
Finanças de Lulinha
Em outra conversa recuperada pela PF, revelada na última quinta-feira pela Veja, Lulinha afirma que Luchsinger era responsável por cuidar de suas finanças.
A mensagem foi trocada durante a discussão sobre a viagem que seria bancada pela lobista.
“A gente tem grana pra bancar essas coisas?”, perguntou Lulinha.
Na sequência, acrescentou: “Vc que cuida das minhas finanças”.
As conversas integram o material usado pela PF para pedir a abertura de investigação sobre Lulinha por suspeita de tráfico de influência. Segundo os investigadores, o empresário seria beneficiário indireto de articulações atribuídas à lobista.
A PF investiga ainda possíveis relações de Lulinha com pessoas envolvidas em negócios com o governo federal.
Lulinha lá
As investigações da PF sobre Lulinha ganharam nesta semana uma dimensão capaz de ultrapassar os limites de um mero problema familiar e se transformar em um novo obstáculo político para o projeto de reeleição de Lula.
A nova sequência de revelações envolvendo mensagens, transações financeiras e até mesmo a minuta de um contrato com o Ministério da Saúde para fornecimento de 1,2 milhão de frascos de canabidiol (cannabis medicinal) passou a compor um quadro que a oposição já tenta transformar em símbolo de uma campanha marcada pelo retorno do tema da corrupção.


