Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Mais um ex-comandante da Marinha sai de grupo de WhatsApp,

confirmando 'racha' nas Forças Armadas Ilques Barbosa Júnior deixa grupo em protesto contra manifestações de almirantes que debatem atos golpistas

Mais um ex-comandante da Marinha sai de grupo de WhatsApp,
Foto: Arquivo Colíder News

Mais um ex-comandante da Marinha saiu do seu grupo de WhatsApp em protesto contra manifestações de almirantes que debatem acaloradamente os atos golpistas de domingo, 8, e intensificam as críticas ao novo comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, que agradeceu a nomeação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no discurso de posse. O primeiro a sair foi o almirante Eduardo Leal Ferreira, agora foi a vez de Ilques Barbosa Júnior. Leal Ferreira passou o Comando da Marinha para Ilques em janeiro de 2019, início do governo Jair Bolsonaro.  

Os dois participavam de grupos diferentes de almirantes no WhatsApp, o que é mais uma prova do alto grau de contaminação política e do "racha" nas Forças Armadas provocados nos últimos quatro anos de governo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, capitão da reserva que saiu do Exército e entrou para a política depois de sofrer um pesado processo por indisciplina.

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    As críticas a Olsen são porque ele agradeceu ao presidente Lula a sua nomeação para o cargo e emprestou ao ministro da Defesa, José Múcio, "lealdade, dedicação e comprometimento com o País, a Marinha e o mar". No discurso de posse, à qual seu antecessor imediato, almirante Almir Garnier, não compareceu, Olsen disse: "Expresso aqui notória gratidão ao presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, pelo apanágio ao nomear-me comandante da Marinha. Agradeço o introdutório de orientações e estímulo, particularmente ao referir-se à necessidade premente de prover o requerido espaço orçamentário para aumentar a capacidade e prontidão operacional da Marinha do Brasil".

    Ao sair do seu grupo no WhatsApp, Ilques Barbosa justificou que "em nenhuma hipótese, nenhuma, concordo com atitudes que comprometem a hierarquia e a disciplina" e continuou: "Em nenhuma hipótese, os fins justificam os meios. Se assim fosse, estaríamos nos igualando a tudo que desacreditamos".

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      Eliane Cantanhêde l Terra

      Fonte: Conteúdo Estadão

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