Pela 8ª vez, Carlos Eduardo Fortes da Silva, 50, foi preso acusado de assédio sexual. Dessa vez as vítimas foram um bebê de 3 meses e uma idosa de 60 anos de idade. Ele foi acusado de esfregar o pênis na criança e apertar as nádegas da senhora, dentro de um ônibus da empresa União Transportes, em Várzea Grande. Silva foi preso em flagrante e encaminhado para a Central de Flagrantes do município. Ele já possuía sete passagens criminais por assédio sexual e em todos os casos foi solto, pelo crime ser considerado apenas contravenção penal. Mas, dessa vez, seu destino pode ser outro, já que as ações, segundo a Polícia Civil, se enquadram no novo crime de importunação sexual. Carlos Eduardo poderá ficar até cinco anos na prisão.
Era por volta das 9h de ontem (10) quando a Polícia Militar foi acionada para atender ocorrência de assédio sexual dentro de um ônibus que faz a linha Princesa do Sol/Cuiabá. Para impedir a fuga do acusado, o motorista fechou as portas do ônibus, até que os policiais chegassem.
Aos militares a mãe do bebê, uma jovem de 23 anos, relatou que o suspeito esfregou o órgão genital em sua filha que tem apenas 3 meses de vida. A senhora de 60 anos foi a segunda vítima. Segundo ela, o acusado apertou sua nádega quando ela passava pela catraca do coletivo. Os dois casos foram presenciados por testemunhas e diante da situação Carlos Eduardo foi preso e encaminhado para a Central de Flagrantes de Várzea Grande.
De acordo com o delegado Cláudio Álvares de Santana, da Delegacia de Defesa da Mulher, Criança e Idoso da Cidade Industrial, até o final da tarde de ontem o caso não tinha sido encaminhado para a unidade especializada. Ele explica que quando há flagrante a pessoa detida é encaminhada para a Central de Flagrantes que tem 24 horas para comunicar o Judiciário e na sequência encaminhar para a delegacia competente.
Santana enfatiza que o caso, como relatado, se enquadra no crime de importunação sexual. Como o acusado já possui antecedentes pelo mesmo crime, ele é mantido preso até ser encaminhado para a audiência de custódia. “Como ele já é reincidente provavelmente o juiz deve arbitrar fiança ou determinar que ele seja monitorado via tornozeleira eletrônica, caso o magistrado acredite que ele possa responder em liberdade”.
Porém, o delegado diz que também há a possibilidade da prisão em flagrante ser convertida em prisão preventiva e o acusado ser mantido preso até o julgamento.


