Com a alta nos combustíveis vivida pelos brasileiros, utilizar outros meios de transporte, que não um carro, já se tornou realidade para uma boa parte da população. Em Mato Grosso, após a última disparada nos preços, a gasolina nos postos chegou a ser vendida a R$ 7,19, e o etanol variava entre R$ R$ 5,19 e R$ 5,39. Diante dessa nova realidade, muitas pessoas têm optado por outras opções, como as motos, por serem mais econômicas, ou pelo transporte público.
Em relato ao Repórter MT, uma leitora, que preferiu não se identificar, conta que tem apenas habilitação B em sua CHN, ou seja, apenas para direção de carros, enquanto seu namorado possui as duas principais e optou por fazer o uso de uma moto. Ela explica que o namorado chega a abastecer uma única vez no mês e consegue tranquilamente ficar mais do que trinta dias após encher o tanque, devido à economia do veículo.
“Ele tem os dois tipos, A e B, mas gasta 20 reais de combustível para a moto e fica pouco mais que um mês andando normalmente. Eu tenho meu carro, mas se eu tivesse a carteira A, financiaria uma moto e andaria só com ela, compensa muito mais”, relatou.
A leitora diz ainda que se arrepende por não ter pedido a outra habilitação, quando estava no processo inicial para tirar a carteira, que dessa forma gastaria menos do que atualmente.
Para os universitários, dos que têm aos que não têm carro, a opção mais viável nos últimos meses tem sido o transporte público. O Repórter MT ouviu uma estudante da Universidade Federal de Mato Grosso, que relatou ter desistido do processo de sua CNH ao considerar os futuros custos que teria para se locomover de sua casa até a faculdade com o carro da família.
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“Eu tinha muito interesse em tirar a carteira, mas o preço do combustível está absurdo. Além de ter que manter o carro. Então, fica tudo muito caro. Eu prefiro andar de ônibus, mesmo que não seja tão confortável, já que alguns não tem ar condicionado e vão às vezes muito cheios, mas é a solução”, relata.
Outros estudantes, que moram mais próximos à instituição, ainda preferem fazer o percurso para a faculdade andando, o que evita o estresse do trânsito e economiza, inclusive, o dinheiro gasto na passagem.
FONTE:https://www.reportermt.com/geral/mato-grossenses-mudam-habitos-de-transporte-apos-alta-nos-combustiveis/173311


