Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Mato Grosso tem aumento de 160% nos casos de dengue nos quatro primeiros meses de 2022

nquanto em 2021, foram 7.431 casos, este ano já são 19.382. Última morte foi no sábado, de paciente de Tangará da Serra, vítima de dengue hemorrágica

Mato Grosso tem aumento de 160% nos casos de dengue nos quatro primeiros meses de 2022
Foto: ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

Mato Grosso registrou quatro mortes por dengue de janeiro a abril deste ano. Os dados são do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado na segunda-feira (2). Segundo a Secretária de Estado de Saúde (SES-MT), a incidência de casos suspeitos é considerada alta.


Nos quatro primeiros meses, o Estado registrou 19.382 casos de dengue, uma média de mais de 4,8 mil casos por mês. Só no mês de abril, foram 4.339. Em 2021, no mesmo período, foram 7.431 casos. Houve, portanto, um aumento de 160% nos registros.

A última morte foi registrada na cidade de Tangará da Serra (240 km de Cuiabá), no sábado (30). Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, uma mulher de 35 anos estava internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Cuiabá e morreu vítima de dengue hemorrágica.

As outras três mortes por dengue no Estado ocorreram em Arenápolis (233 km de Cuiabá), Sinop (479 km de Cuiabá) e Pontes e Lacerda (444 km de Cuiabá).

Em relação às cidades com maior número de casos suspeitos, Sinop lidera o ranking com 1.570 casos. Em 2021, no mesmo período avaliado, foram registrados 421 casos da doença, ou seja, o aumento foi de mais de 270%. Em segundo lugar está Tangará da Serra, que em 2021 registrou 59 casos de janeiro a abril. Já neste ano, são 431, ou seja, um aumento de mais de 630%.

Cuiabá teve uma leve queda nos números de casos comparados com o ano passado. A Capital registrou 345 casos infectados de janeiro a abril de 2021 contra 339 no mesmo período de 2022. Várzea Grande manteve a quantidade de casos nos últimos dois anos, estabilizando em 99 infectados pela dengue.

Em relação à chikungunya, o Estado registrou 136 casos neste ano, com uma morte. Quando comparado a 2021, que registrou 87 casos, houve um aumento de 60%.  No caso da zika, foram 51 registros de janeiro a abril de 2022, mas não há notificação de morte até o momento.  Comparado ao mesmo período do ano passado, houve uma queda de 44% da doença, diante do total de 92 casos em 2021.

As duas doenças também são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e registraram alterações no número de casos nos útlimos dois anos. Segundo a SES, apesar dos números, a Secretaria de Saúde notificou que o risco de contaminação por estas doenças ainda são baixo no Estado.

A SES orienta a população para tomar medidas preventivas e impedir que o mosquito se prolifere. Para prevenir a chegada das doenças, veja alguns cuidados importantes:


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