O governador eleito Mauro Mendes (DEM) é contra o Decreto Governamental que parcela em até 11 vezes as dívidas do Estado inscritas como restos a pagar. No entanto, admite que a questão poderá ser revista durante o processo de transição que coordena pessoalmente.
"A princípio sou contra o decreto, mas esse é um tema ao qual quero ser mais criterioso. Estamos estudando essa questão agora na transição para verificar se é ou não uma opção viável ao Estado", declarou Mauro através da assessoria.
Já a líder da oposição na Assembleia, deputada Janaina Riva (MDB), aguarda a reunião do Colégio de Líderes marcada para próxima terça (6), para pedir a inclusão da votação em segundo turno do decreto legislativo para sustar os efeitos do decreto publicado pelo Governo Pedro Taques (PSDB) em agosto para regrar o parcelamento das divídas. Em 11 de setembro, a matéria foi aprovada em primeira votação, mas os deputados paralisaram as atividades por conta do processo eleitoral sem concluir o processo legislativo.
Entretanto, Janaina admite que o decreto de Taques pode beneficiar o governador eleito Mauro Mendes (DEM) que herdará restos a pagar do antecessor. Por isso, acredita que a Assembleia aguardará pedido do democrata, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
“A princípio sou contra o decreto, mas esse é um tema ao qual quero ser mais criterioso” Mauro Mendes
A estimativa é que a dívida com os fornecedores chega a aproximadamente R$ 500 milhões. Com o parcelamento em 11 vezes, o pagamento da maior parte das parcelas ficará sob a responsabilidade de Mauro, que assume em 1º de janeiro.
No primeiro ano da Gestão Taques, em 2015, a Assembleia aprovou a criação do programa denominado “Bom Pagador”. Naquela oportunidade, o Governo estabeleceu que somente as dívidas de 2013 e 2014 que fossem efetivamente reconhecidas pela gestão dele seriam pagas, desde que com descontos e parceladas.
Campanha
Durante a campanha, o decreto chegou a ser alvo de troca de farpas entre Mauro e Taques que foi derrotado na tentativa de reeleição. Em entrevistas, o democrata afirmava que a medida era o atestado fornecido pelo governador para comprovar que Mato Grosso está quebrado.


