Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Médica diz que pessoas estão usando sua foto para pedir dinheiro

Ela pediu cuidado aos amigos e seguidores sobre o possível golpe

Médica diz que pessoas estão usando sua foto para pedir dinheiro
Foto: Arquivo Colíder News

A médica Dieynne Saugo, que foi picada por uma cobra jararaca, para aplicar golpes em Mato Grosso, usou as redes sociais nesta quarta-feira (9) para negar que esteja fazendo campanha de arrecadação de dinheiro pelo WhatsApp. A denúncia foi públicada nos stories do perfil da profissional, no Instagram.

O incidente aconteceu no dia 30 de agosto, quando a médica, conhecida nas redes sociais como “Dra. Fit”, tomava banho na cachoeira Serra Azul e foi picada três vezes pelo animal.

Ela pediu cuidado aos amigos e seguidores sobre o possível golpe. Segundo o post, alguém usando um número de telefone que não é o dela tem pedido dinheiro para ajudar no tratamento.

"Pessoal, cuidado, estão usando minha foto para pedir dinheiro. Não sou eu", escreveu.

 O perfil tem o nome da profissional e a foto. No entanto, Dieynne publicou no Instagram que o número não é dela e também que não está pedindo doações via WhatsApp, somente através da vaquinha online, criada pela sua família.

Reprodução

medica

A médica publicou a tentativa de golpe em seu nome no Instagram

O valor arrecadado na vaquinha, segundo os familiares da médica, vai custear o tratamento no hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde está internada.

Até a manhã desta quarta-feira, já havia sido arrecadado R$ 187 mil. A meta da vakinha online está em R$ 300 mil.

O caso

A médica foi picada três vezes pela cobra.

As jararacas, que possuem dois dentes inoculadores de veneno, são responsáveis pela maioria dos ataques no Brasil. 

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram a cobra que a picou. O animal estava nas pedras, às margens da cachoeira.

Em outra imagem é possível ouvir os gritos da médica no momento em que é atacada.

No hospital, os médicos chegaram a cogitar a família que ela fosse intubada, mas os familiares recusaram devido ao grande risco de ela contrair pneumonia no hospital e o quadro de saúde piorar.

Após o episódio ficou internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Complexo Hospitalar de Cuiabá, antigo Hospital Jardim Cuiabá. Ela chegou a ter 70% das vias aéreas comprometidas desde a picada e passou por um procedimento chamado “traqueoscopia”, uma espécie de endoscopia feita nas vias aéreas.

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