Três membros do Comando Vermelho (CV) foram presos em flagrante, após sequestrar uma mulher, o esposo e o pai dela, na madrugada de quarta-feira (13), na zona rural e Guiratinga (328 km da Capital). O crime foi motivado por acreditaram que ela pertencia à facção rival PCC, que não é “autorizada” a morar no local.
Conforme o boletim de ocorrência, na noite de terça-feira (12), o trio rendeu a mulher em um sítio e a levaram até às margens do Rio Bandeira, onde estava seu marido e seu pai, e também os renderam. Os bandidos afirmavam ter visto fotos nas redes sociais, que a mulher seria do PCC, e que não tolerariam facção rival na região.
Em seguida, os três foram colocados dentro de um veículo Honda Civic e transportados para a residência dos faccionados. Sob ameaças, as vítimas foram mantidas em cárcere privado.
Horas depois, o trio foi com as vítimas a um lugar ermo, próximo à Ponte do córrego Lajeadinho, com intuito de dar um 'salve' nos mesmos. Ainda dentro do veículo, após escutar que iriam matar seu pai, a mulher passou mal e os suspeitos abriram as portas do carro, momento em que o seu esposo conseguiu fugir, correndo em direção ao matagal.
Após muito procurar, ele conseguiu sair do mato e chegar no 2° Batalhão de Polícia, local em que pediu ajuda. Uma guarnição de policiais civis e militares partiu em diligências, após denúncia.
A mulher foi liberada pelos bandidos nesta madrugada, sob ameaça de que se procurasse a polícia iria ser assassinada.
Na casa dos criminosos, os agentes de segurança encontraram o veículo utilizado na ação. Durante buscas, os acusados foram achados e detidos em flagrante.
Os bandidos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia, onde foi constatado que eles estão sob condicional e um estava com a tornozeleira desligada.
O corpo jurídico dos criminosos compareceu na Central de Flagrantes.
Em depoimento, a mulher informou que haviam mais cinco pessoas envolvidas, que na casa teriam dito que matariam as vítimas.
No boletim de ocorrência não consta se as vítimas realmente integram o PCC. Questionada sobre a informação, a PM não soube responder. O caso agora é investigado pela Polícia Civil.


