Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Mendes entra com ação no STF contra aposentadoria especial de oficiais de Justiça e PMs

O governador alega que a Constituição não autoriza este tipo de benefício e que tal bonificação pressupõe efetiva exposição do trabalhador a agente nocivo à saúde

Mendes entra com ação no STF contra aposentadoria especial de oficiais de Justiça e PMs
ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

O governador Mauro Mendes ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 6917) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra emenda à Constituição Estadual que estabeleceu idade e tempo de contribuição diferenciados para oficiais de Justiça avaliadores e policiais militares na Previdência Social local.




O relator da ação é o ministro Alexandre de Moraes.

De acordo com a ADI, a Constituição Federal prevê critérios diferenciados para concessão de aposentadoria a determinadas categorias. Porém, não autoriza o benefício para oficial de Justiça avaliador ou servidor de perícia oficial e identificação técnica, como expresso na norma impugnada. O direito à aposentadoria especial, conforme a argumentação, pressupõe efetiva exposição do trabalhador a agente nocivo à saúde.

Ainda segundo o chefe do Executivo mato-grossense, a emenda constitucional não submeteu a categoria de oficial de justiça avaliador às regras de transição estabelecidas na Reforma da Previdência (EC 103/2019).

Militares

Outro ponto questionado pelo governador é a inclusão dos policiais militares no Regime Próprio de Previdência Social do Estado. Tal situação, argumentou, contraria as regras gerais adotadas pela União sobre a matéria, especialmente o parágrafo único do artigo 24-E do Decreto-Lei 667/1969 (com a redação dada pela Lei Federal 13.954/2019), que veda a aplicação ao Sistema de Proteção Social dos Militares da legislação dos regimes próprios de previdência social dos servidores públicos.

Julgamento no Plenário

Em razão da relevância da matéria, o ministro Alexandre de Moraes aplicou ao processo o?rito previsto no 12 da Lei 9.868/1999 (Lei das ADIs), que autoriza o julgamento do caso pelo Plenário do STF diretamente no mérito, sem prévia análise do pedido de liminar.

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Em sua decisão, o relator solicitou informações da Assembleia Legislativa, além da manifestação do advogado-geral da União e do procurador-geral da República.

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