Uma adolescente de 16 anos denunciou ter sido estuprada pelo próprio padrasto, que é policial militar, em Tangará da Serra (a 253 km de Cuiabá). Segundo o relato registrado à polícia, os abusos teriam ocorrido diversas vezes entre fevereiro e abril de 2025, na casa onde a menor morava com a mãe e o suspeito.
A adolescente contou que demorou para procurar ajuda por medo de sofrer represálias do padrasto, que exerce a função de policial militar e a ameaçava.
A denúncia veio à tona depois que o pai percebeu mudanças no comportamento da filha, durante um fim de semana em que os dois ficaram juntos. Conforme o registro, a adolescente passou a demonstrar nervosismo e se recusou a retornar para a casa da mãe, onde os supostos abusos teriam acontecido.
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Diante do relato, o pai acompanhou a filha até a unidade policial para formalizar a denúncia.
Medida protetiva
A adolescente recebeu medidas protetivas determinadas pela Justiça em julho deste ano, logo após a denúncia. A decisão, assinada pelo juiz Jurandir de Florêncio Castilho Junior, estabeleceu que o suspeito deve manter distância mínima de 1 mil metros da adolescente, de familiares dela e de testemunhas.
Também foi proibido de manter qualquer tipo de contato com a vítima ou seus familiares, seja por telefone, WhatsApp ou qualquer outro meio de comunicação.
A Justiça ainda determinou a disponibilização do aplicativo SOS Mulher, com função de botão do pânico, para auxiliar na proteção da adolescente.
O caso deverá ser acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar.


