Uma pesquisa publicada na revista Consumer Reports reprovou até marcas tradicionais de chocolate ao testar a qualidade dos produtos.
Publicado em dezembro de 2022, o levantamento mediu os níveis de arsênico, cádmio, chumbo e mercúrio – metais que podem estar presentes na receita, mas em um nível mínimo – em 28 barras de chocolate amargo de 21 marcas diferentes.
De acordo com os pesquisadores, todas continham níveis de cádmio e chumbo além do tolerável. A exposição constante e prolongada a pequenas quantidades desses metais pode levar a uma variedade de problemas de saúde em adultos e crianças, especialmente para mulheres grávidas crianças pequenas.
A exposição de longo prazo ao chumbo pode levar a problemas no sistema nervoso, hipertensão, danos nos rins, supressão do sistema imunológico e problemas reprodutivos. A exposição ao cádmio afeta os rins e os ossos.
Mais cacau na composição
De acordo com os autores, o chocolate amargo contém mais metais pesados do que a opção ao leite por conter uma porcentagem muito maior de cacau.
Pesquisas já mostraram que a planta do cacau absorve o cádmio do solo contaminado e o metal se acumula nos grãos à medida que a árvore cresce. O chumbo, por sua vez, entra em contato com os grãos depois que eles são colhidos, ficando na casca e não no interior.
Embora o risco seja real, Tunde Akinleye, pesquisador de segurança alimentar da publicação, Tunde Akinleye, afirma que as pessoas não precisam deixar de consumir chocolate, mas devem fazer isso com moderação.
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“É possível para as empresas fabricar produtos com menores quantidades de metais pesados ??– e, para os consumidores, encontrar produtos mais seguros de que gostem”, afirma Akinleye.
Fonte: Bethânia Nunes l Metrópoles


