Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Mineração em MT contribui para importantes cadeias econômicas do país

Fiemt destaca desafios do setor no estado; empresas em destaque na exploração de minas mato-grossenses preveem investimentos.

Mineração em MT contribui para importantes cadeias econômicas do país
Foto: Arquivo Colíder News

Um dos mais importantes setores econômicos do país, a mineração tem crescido em Mato Grosso e contribuído para as principais cadeias econômicas do país, garantindo a produção de diversos bens que facilitam o dia a dia da sociedade moderna, conforme a Fiemt (Federação das Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso). Empresas que já atuam no estado preveem novos investimentos.

A mineração no país, de acordo com o vice-presidente da entidade, Gustavo de Oliveira, contribui com a balança de pagamentos no comércio exterior, especialmente a exportação de minérios in natura, como minério de ferro e derivados de petróleo.

“Em Mato Grosso, os maiores desafios do setor são a atração de indústrias que possam beneficiar os minérios no território, para que eles não sejam exportados para outros estados e países, agregando valor à produção. Além disto, o desenvolvimento das jazidas no estado permite o seu aproveitamento com responsabilidade socioambiental, que é um outro grande desafio”, disse.

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Dentre as principais empresas em atuação no estado, destaca-se a Aura Minerals, mineradora de ouro e cobre que, atualmente, conta com uma mina em operação em Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá. A expectativa é crescer mais de 80% nos próximos três anos, com investimentos previstos em Mato Grosso, Tocantins e Rio Grande Norte.

“Para o ano que vem, será feito um novo investimento no município de Matupá, que acreditamos ter um enorme potencial. Para este ano, devemos dar início à nossa operação em Almas, no estado do Tocantins”, adiantou o CEO da companhia canadense, Rodrigo Barbosa, que visitaria o país nesta semana, porém precisou adiá-la após ser diagnosticado com Covid-19.

Segundo Barbosa, a atuação descentralizada, deixando com que boa parte das decisões sejam tomadas diretamente nas minas, tem sido possível por meio da capacitação da mão de obra local.

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Pontos de mineração em Mato Grosso (Foto: Ilustrativa/Aura Minerals)

“Essa forma pouco usual de gestão através da descentralização e equilíbrio na geração de valor entre empresa, colaboradores, comunidades e meio ambiente tem dado resultados. No último trimestre, a empresa apresentou a segunda maior produção da história, com importantes conquistas nas minas de Mato Grosso, Honduras e México”, enfatizou.

Aripuanã também é um importante ponto da mineração mato-grossense. No município, que fica a 976 km da capital, a Nexa extrai zinco, cobre, chumbo e prata, entre outros materiais. A unidade recebeu investimento de US$ 625 milhões e tem produção completa prevista para o segundo trimestre de 2023, de acordo com o Valor Econômico.

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Aripuanã também é um importante ponto da mineração mato-grossense. (Foto: Reprodução)

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O projeto consiste em três zonas mineralizadoras na região, com produção média anual estimada de 70 mil toneladas de zinco, 24 mil de chumbo, 4 mil de cobre, 1,8 mil de prata e 14,5 mil de ouro. A vida útil da mina é de 11 anos, conforme previsão.

“Aripuanã é o projeto de maior investimento na Nexa no Brasil, o que contribui para o desenvolvimento social e econômico da região, destacou o CEO Ignaro Rosado.

Fonte: Primeira Pagina

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