Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Morador de comunidade é preso e pastora critica ação da PM

Ele usa tornozeleira que mostrou que estava na Valentes de Davi; local está sendo desapropriado

Morador de comunidade é preso e pastora critica ação da PM
Foto: Arquivo Colíder News

Um morador da comunidade Valentes de Davi, no Bairro Parque Amperco, em Cuiabá, que recentemente foi alvo de desapropriação, foi preso na manhã desta quinta-feira (16). Ele é suspeito de furto na empresa Multipark, no Jardim Cuiabá.


 

A fundadora da comunidade, pastora Fátima Correa, afirmou que a PM foi agressiva ao “invadir” o local em busca do morador (leia mais abaixo).

 

Segundo a Polícia Militar, o morador, de 29 anos, usa tornozeleira eletrônica e tem passagens criminais por furto, roubo e violência doméstica.

 

O furto aconteceu no escritório da empresa no início da manhã. Câmeras de segurança flagraram a ação do criminoso. 


Ao realizar a verificação da tornozeleira, constou-se como localização do suspeito a comunidade Valentes de Davi. Os militares, junto com a equipe da Rotam foram ao local onde, conforme o boletim de ocorrência, encontraram o suspeito.

 

Ele confessou o crime, mas não informou onde estariam os materiais furtados, alegando que não estavam com ele. O rapaz foi levado para a Central de Flagrantes e, segundo o relato, não apresentava lesões corporais.

 

"Invasão agressiva"

 

A pastora Fátima Correa, fundadora da comunidade, denunciou que houve agressividade dos militares ao realizar buscas no local.


“Chegaram por volta das 13h10 e não pediram licença, não. Já foram invadindo, jogando o povo contra parede, metendo o chute e colocando tudo mundo com as mãos para cima”, afirmou.

 

Ela estava do lado de fora quando tudo aconteceu e só ouviu os gritos dos rapazes que estavam no local. 


A comunidade foi interditada por questões sanitárias e desapropriada na última segunda-feira (13), por determinação do Poder Judiciário.

 

Desde então o grupo não recebe mais ninguém, no entanto, aqueles que não aceitaram se mudar para o albergue oferecido pela Prefeitura de Cuiabá, aguardam condições para se mudar para outro lugar.

 

Para Fátima a ação da PM teria relação com o fato dos moradores ainda não terem saído do local.

 

“A casa não recebe mais ninguém, só tem um povo que está saindo aos pouquinhos, a gente está arrumando a caixa da mudança”.

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“É uma perseguição, nunca passei tanta humilhação. Vamos sair, mas não fica judiando, é só isso que peço, que nos tratem que nem gente”.

 

A Polícia Militar, por sua vez, negou as agressões, alegando terem apenas realizado buscas no local.

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