Sábado, 10 de outubro de 2026

Moradora de VG depõe e diz ter sido abusada por João de Deus

Ela é a primeira vítima de Mato Grosso a procurar o Ministério Público Estadual

Moradora de VG depõe e diz ter sido abusada por João de Deus
Mais de 300 vítimas já relataram terem sofrido abusos por parte do médium João de DeusFoto: Arquivo Colíder News

Uma mulher que afirma ter sido vítima de abuso sexual cometido pelo médium João de Deus, de 76 anos, foi ouvida pelo Ministério Público Estadual, em Várzea Grande.

 

Os casos de supostos abusos envolvendo o médium - que mantém a casa de curas Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO) - vieram à tona com os relatos de 13 mulheres no programa Conversa com Bial, da TV Globo, e ao jornal O Globo, no sábado (8).

 

Segundo o Ministério Público de Goiás, até o momento, 330 vítimas já teriam procurado o órgão.

 

O procurador-geral de Justiça, Luiz Alberto Esteves Scaloppe, encaminhou ofício a todos os membros da instituição alertando que os depoimentos colhidos em Mato Grosso, preferencialmente por áudio e vídeo, deverão ser encaminhados para a Força-Tarefa do Ministério Público de Goiás. 

As vítimas residentes em Mato Grosso podem fazer denúncias presencialmente nas Promotorias de Justiça de cada município.

 

Em Cuiabá, podem procurar, preferencialmente, o Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, localizado na sede das Promotorias de Justiça da Capital. 

 

Mandado de prisão

 

Nesta sexta-feira (14), a Justiça de Goiás decretou a prisão do médium, após o MPE apontar que ele teria abusado sexualmente de mulheres durante atendimentos espirituais. Ele pode ser preso a qualquer momento.

 

O médium, que nega as acusações de abuso sexual, tornou-se famoso por fazer cirurgias espirituais através de entidades incorporadas e já atendeu vários famosos - de políticos a celebridades nacionais e internacionais, como a apresentadora de TV norte-americana Oprah Winfrey e o atual presidente da República, Michel Temer (MDB).

 

Denúncias no Estado

O MPMT informa que os denúncias também poderão ser prestadas pelo e-mail da ouvidoria no endereço: ouvidoria@mpmt.mp.br, pelo telefone 127 ou de forma presencial na Ouvidoria do MP, localizada na Sede da Procuradoria-Geral de Justiça em Cuiabá.

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