Jean Alexandre dos Santos, de 17 anos, morreu na noite de domingo (18), no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), depois de ter o corpo queimado pelo namorado de 21 anos, em São Pedro da Cipa (a 158 km de Cuiabá). A informação foi confirmada ao Olhar Direto pela assessoria da unidade.
Duas hipóteses são investigadas. A principal é de que a vítima teria se recusado a participar de sexo a três (ménage à trois) e outra de que o relacionamento entre ele e o suspeito teria sido descoberto.
O suspeito J.A.S. foi preso na madrugada do dia 8 em São Pedro da Cipa, cidade onde ocorreu o crime. A vítima teve queimaduras na cabeça e no pescoço, o que dificultava sua respiração, por isso teve que ser intubado. Ele teve que ser transferido para Capital por conta do grave estado de saúde.
PJC investiga se jovem ateou fogo em adolescente porque relacionamento entre os dois foi descoberto
Em entrevista à TV Cidade (SBT) o delegado Ricardo Franco disse que os investigadores identificaram o suspeito que se trancou no próprio local do fato, em um quarto. Durante as oitivas com o suspeito e testemunha a polícia se deparou com a hipótese de que o suspeito e a vítima mantinham um relacionamento amoroso.
O outro homem que estava na casa no dia do fato foi inocentado. De acordo com a polícia, ele e o suspeito apenas moram juntos, mantém uma relação de amigos, e estavam assistindo um jogo de futebol no dia do fato. Uma das hipóteses investigadas pela polícia é de que o suspeito teria tentado matar o adolescente pois o relacionamento entre eles teria sido descoberto.
"O que estamos vendo [...] é se realmente teve uma tentativa de relação forçada e isso motivou ele a tentar ceifar a vida do companheiro, ou se foi uma outra discussão qualquer. Segundo uma testemunha a sociedade ficou sabendo e ele ficou muito chateado e por isso ele brigou com o companheiro e tentou matá-lo".
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O delegado disse que o suspeito, conhecido como Pepê, já tem diversas passagens pela polícia e é conhecido na região. Durante sua oitiva ele não teria demonstrado arrependimento e mantinha um comportamento agressivo.
"Não está nem aí, uma pessoa altamente amoral, uma pessoa agressiva, tem um comportamento bastante estranho, uma pessoa que acredito que a sociedade não quer a presença dele, pelo menos a curto prazo, por isso devido à gravidade vamos representar pela prisão preventiva, para não responder ao processo em liberdade", disse o delegado.


