Sábado, 22 de agosto de 2026

MP aponta Deolane como "verdadeiro caixa do PCC"

O órgão pediu à Justiça, nessa quinta-feira (20/8), a manutenção da prisão preventiva dos réus investigados na Operação Vérnix

MP aponta Deolane como "verdadeiro caixa do PCC"
Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirmou que a influenciadora e advogada Deolane Bezerra (foto em destaque) é a principal integrante do núcleo financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e é descrita como o “verdadeiro caixa da organização criminosa”. A informação consta de documento obtido pela coluna, no qual o órgão pediu à Justiça, nessa quinta-feira (20/8), a manutenção da prisão preventiva dos réus investigados na Operação Vérnix.Segundo o documento, ela atuava na prática de ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita por meio de contas vinculadas a ela e às empresas dela, além da conversão dos recursos em bens de elevado valor econômico.Além disso, a organização criminosa era dividida em três núcleos:
  • Decisório: formado por Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção; e seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior.
  • Operacional: composto por Everton de Sousa, conhecido como “Player”, e Paloma Sanches Herbas Camanho — sobrinha do líder do PCC.
  • Financeiro: Deolane e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho — também sobrinho de Marcola.

No pedido apresentado nesta quinta-feira, o Gaeco afirma que permanecem os requisitos para a prisão preventiva, especialmente para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.

Operação

Deolane foi presa no dia 21 de maio, em Alphaville, na Grande São Paulo, durante a Operação Vérnix que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

A ação também teve como alvos Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo da facção, o irmão dele, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos: Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021. A análise financeira identificou dezenas de transferências fracionadas destinadas às contas da influenciadora, incluindo repasses que, somados, chegaram perto de R$ 700 mil.

À época, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões em contas vinculadas à influenciadora. Além da apreensão de 39 veículos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões.

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