Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

MPE denuncia Dilmar, Silval e outros 17 por corrupção e fraude no transporte

De acordo com o MPE, no caso dos parlamentares, eles usaram uma comissão especial da Assembleia para blindar a realização de uma nova licitação do transporte

MPE denuncia Dilmar, Silval e outros 17 por corrupção e fraude no transporte
Foto: Arquivo Colíder News

O deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (DEM) foi alvo de nova denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) por participação no esquema de fraude no transporte intermunicipal de Mato Grosso, apurado com a Operação Rota Final.


A denúncia foi oferecida pelo Núcleo de de Ações de Competência Originária (Naco), por meio do procurador Domingos Sávio de Barros, nessa terça-feira (20), também contra o ex-governador Silval Barbosa, o suplente de deputado estadual Pedro Satélite, o ex-secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte Monteiro, e outras 15 pessoas.

A ação é resultado da terceira fase da operação, deflagrada em 14 de maio, contra os políticos. Na ocasião, informação levada à Justiça dava conta de que Dilmar teria recebido mais de R$ 1 milhão em propina para ajudar no esquema. O líder da organização seria o empresário Éder Augusto Pinheiro, já denunciado nas fases anteriores, e que ainda se encontra foragido da Justiça.

A denúncia aponta os crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, impedimento e perturbação à licitação, afastamento de licitantes, e crime contra a economia popular.

Leia também - Dono da Verde Transporte entra com 5° recurso no STJ para se livrar da cadeia

De acordo com o MPE, no caso dos parlamentares, eles usaram uma comissão especial criada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para blindar a realização de uma nova licitação do transporte. Isso favorecia a empresa Verde Transportes, por exemplo, que é de propriedade de Éder Pinheiro.

As investigações apontaram que a comissão trabalhava em prol dos interesses do grupo criminoso, sendo que nem mesmo os pareceres e ofícios emitidos pela comissão seriam produzidos pelos técnicos da ALMT, mas por advogados ligados ao Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Estado (Setromat), que também foi alvo de investigação.

Já Marcelo Duarte foi alvo da primeira fase da operação, na qual o MPE afirmou que haveria provas de seu envolvimento no esquema.

A nova denúncia do MPE está sob relatoria do desembargador Marcos Machado, responsável desde a fase das investigações. Entretanto, o caso corre em segredo de Justiça.

O deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (DEM) foi alvo de nova denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) por participação no esquema de fraude no transporte intermunicipal de Mato Grosso, apurado com a Operação Rota Final.

A denúncia foi oferecida pelo Núcleo de de Ações de Competência Originária (Naco), por meio do procurador Domingos Sávio de Barros, nessa terça-feira (20), também contra o ex-governador Silval Barbosa, o suplente de deputado estadual Pedro Satélite, o ex-secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte Monteiro, e outras 15 pessoas.

A ação é resultado da terceira fase da operação, deflagrada em 14 de maio, contra os políticos. Na ocasião, informação levada à Justiça dava conta de que Dilmar teria recebido mais de R$ 1 milhão em propina para ajudar no esquema. O líder da organização seria o empresário Éder Augusto Pinheiro, já denunciado nas fases anteriores, e que ainda se encontra foragido da Justiça.

A denúncia aponta os crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, impedimento e perturbação à licitação, afastamento de licitantes, e crime contra a economia popular.

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De acordo com o MPE, no caso dos parlamentares, eles usaram uma comissão especial criada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para blindar a realização de uma nova licitação do transporte. Isso favorecia a empresa Verde Transportes, por exemplo, que é de propriedade de Éder Pinheiro.

As investigações apontaram que a comissão trabalhava em prol dos interesses do grupo criminoso, sendo que nem mesmo os pareceres e ofícios emitidos pela comissão seriam produzidos pelos técnicos da ALMT, mas por advogados ligados ao Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Estado (Setromat), que também foi alvo de investigação.

Já Marcelo Duarte foi alvo da primeira fase da operação, na qual o MPE afirmou que haveria provas de seu envolvimento no esquema.

A nova denúncia do MPE está sob relatoria do desembargador Marcos Machado, responsável desde a fase das investigações. Entretanto, o caso corre em segredo de Justiça.

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Rota Final

Deflagrada em 2018, a operação teve início após denúncia anônima apontar suspeita de fraude na licitação do transporte intermunicipal de Mato Grosso, em razão de uma concorrência pública aberta em 2017 para nova concessão das linhas de ônibus. Até aquele momento, as empresas funcionavam de forma precária, isto é, sem a regularização por meio de um processo licitatório.

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