Sábado, 10 de outubro de 2026

MPE investiga suspeita de estupro de criança em creche em Cuiabá

Denúncia foi feita por mãe de aluna

MPE investiga suspeita de estupro de criança em creche em Cuiabá
Foto: Arquivo Colíder News

Mãe denuncia professora de uma creche municipal de Cuiabá por estupro de vulnerável e negligência por parte dos gestores da unidade. A representação foi feita no Disque 100, relatando possíveis violações de direitos da menor por uma professora do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) no Jardim Imperial.


A educadora, segundo relatado pela menina à mãe, usava um esfregão na parte íntima da criança. No dia 05 de agosto, a promotora Ana Luiza Barbosa da Cunha instaurou um procedimento administrativo para apurar a denúncia.

A mãe informou que a vítima estuda na creche em período integral e a suspeita dava banho na criança e passava o esfregão nas partes íntimas dela. Devido à violência, a criança começou a chorar muito quando chegava à instituição e quando ia tomar banho, até em casa.

Ao desconfiar, a mãe conversou com a criança que relatou que a professora passava o esfregão nas partes íntimas. A mulher, então, foi até a instituição.

Os gestores informaram que não havia nenhum esfregão no local, mas depois teriam localizado o objeto, porém se omitiram e esconderam. Foi realizada uma reunião e não foi adicionada à ata a situação do esfregão.

“A suspeita se gaba sobre a situação e fala que ninguém pode fazer nada contra ela. O Conselho Tutelar foi acionado, porém, todas as vezes que vai ao local, os gestores escondem as provas da agressão e se omitem”, disse a mãe, que passou a ser acompanhada pela rede de proteção. Ao MP, a coordenação pedagógica da Cmei esclareceu que as denúncias são inverídicas e que não há na unidade nenhum tipo de esfregão.

Entretanto, segundo o órgão ministerial, há informações sobre as providências adotadas em relação à denúncia e os dados da suposta agressora. “Diante do exposto, resolve instaurar procedimento administrativo para averiguação da atual situação em que a infante se encontra e eventual adoção de providências”, destaca a promotora.

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Ana Luiza encaminhou remessa dos documentos à 27ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, para conhecimento e avaliação acerca do cabimento de providências, especialmente quanto à necessidade de medidas protetivas de natureza criminal, depoimento especial, entre outras. Ainda oficiou a Secretaria Municipal de Educação (SME) requisitando informações sobre as providências adotadas.


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