Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

MPE não denuncia marido de mulher que matou idosos e pede revogação de prisão

O promotor de Justiça Álvaro Padilha de Oliveira esclarece que Márcio não estava presente durante a execução e não apoiou o ato criminoso ocorrido em 21 de abril.

MPE não denuncia marido de mulher que matou idosos e pede revogação de prisão
Foto: Arquivo Colíder News

O Ministério Público (MPE) optou por não denunciar Márcio Ferreira Gonçalves, marido de Inês Gemilaki, responsável pelo duplo homicídio de Pilson Pereira da Silva e Rui Luiz Bogo em Peixoto de Azevedo. O promotor de Justiça Álvaro Padilha de Oliveira esclarece que Márcio não estava presente durante a execução e não apoiou o ato criminoso ocorrido em 21 de abril.


Em virtude dessa decisão, o MPE solicita a liberdade provisória de Márcio, com a revogação de sua prisão preventiva. Ele, sendo esposo de Inês e irmão de Edson Gonçalves, acusado de auxiliar mãe e filho na execução dos homicídios, não será denunciado devido à falta de evidências de sua participação ativa no crime.

No dia do ocorrido, Inês e seu filho Bruno invadiram a residência de Erneci Afonso Lavall, alvo do ataque, localizada na rua Thiago Magalhães Nunes, nº 1403, bairro Alvorada. A investigação revela que Lavall foi alvo da dupla devido a uma ação de cobrança movida por ele contra Inês, que havia alugado e residido naquela propriedade, deixando uma dívida de R$59 mil e danos à construção.

Durante uma confraternização na casa, Inês e Bruno, com a ajuda de Edson, invadiram o local. Inês disparou um revólver, erroneamente matando Pilson e Rui Luiz, enquanto sua intenção era atingir Erneci Afonso, que sobreviveu ao ataque. O padre José Roberto Domingos também foi atingido pelos tiros, mas sobreviveu ao incidente.

As câmeras de segurança da residência registraram toda a ação criminosa, mostrando o trio chegando e abrindo fogo imediatamente. Bruno estava armado com uma espingarda calibre 12, enquanto sua mãe estava com uma pistola. Edson foi responsável por ajudar na fuga dos criminosos.

Diante desses fatos, o promotor Álvaro Padilha de Oliveira os acusou de homicídio, com a agravante de motivo fútil e de terem dificultado a defesa das vítimas. Na denúncia, apresentada em 3 de maio, foi solicitada a manutenção da prisão preventiva de Inês, Bruno e Edson.

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Além disso, o promotor requereu que eles paguem indenização aos familiares de cada uma das vítimas como forma de compensar os danos causados: R$ 1 milhão para os familiares de Pilso Pereira da Cruz, R$ 700 mil para os de Rui Luiz Bogo, e R$ 150 mil para José Roberto Domingos e Erneci Afonso.

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