O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso Deosdete Cruz Júnior ingressou no Superior Tribunal de Justiça com o pedido de revogação da liminar que concedeu prisão domiciliar ao traficante Ricardo Cosme Silva, conhecido como "DJ Superman Pancadão".
A prisão domiciliar havia sido concedida pelo ministro do STJ Ribeiro Dantas, na noite de terça-feira (19), quatro dias após a suspensão de outra liminar que já havia concedido o benefício da domiciliar.
O benefício em regime “humanitário” foi concedido após Pancadão passar por uma cirurgia de apendicite. A doença surgiu em decorrência da ingestão de um palito de dente.
O procurador-geral citou a inexistência de “doença grave que justifique o benefício concedido” e o “risco iminente de fuga”.
“Requer a Vossa Excelência a revogação da liminar, mantendo-se a situação prisional do paciente inalterada até o julgamento de mérito desta ação constitucional”, diz trecho de documento.
Deosdete afirmou que o médico Werley Silva Peres “afastou qualquer possibilidade do reeducando encontrar-se acometido de doença grave; antes, descreveu o estado geral de saúde do apenado Ricardo Cosme Silva dos Santos como bom”.
"A manutenção do paciente na unidade penal não oferece risco de agravamento do seu quadro que, ao contrário do que foi afiançado pelos impetrantes, é considerado bom”, explicou o procurador-geral.
Deosdete citou a “elevada periculosidade” e o risco de Pancadão “se valer da prisão domiciliar humanitária para se evadir”.
O traficante foi condenado a 106 anos, 6 meses e 20 dias de prisão por liderar uma organização ligada ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.
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Ele está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE) desde 2015, quando foi alvo da Operação Hybris, da Polícia Federal.
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