O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Waldir Teis, por obstrução de justiça durante busca e apreensão realizada no âmbito da última fase da Operação Ararath, em 17 de junho.
Durante a operação, os policiais federais flagraram o conselheiro tentando ocultar vários cheques com valores milionários em uma das salas do escritório que eram alvos de busca e apreensão. Os talões foram jogados em uma das lixeiras. Porém, os policiais conseguiram recuperar e os documentos foram apreendidos.
A ação ocorreu no escritório da empresa Office Consultoria e Governança Tributária Ltda, que tem como sócios o advogado Emanoel Gomes Bezerra Júnior e Júlio Teis, filho do conselheiro.
Além da denúncia, o MPF pede que Teis permaneça afastado até o trânsito em julgado da denúncia. Também é solicitada indenização por danos morais coletivos, no valor de R$ 3 milhões, referente às supostas ocultações de patrimônio do investigado.
Outro lado
Em seu depoimento, Waldir Teis explicou que a sua tentativa de escolher os cheques foi uma tentativa de proteger os seus familiares, que já vêm sofrendo desde o seu afastamento em 2017.
‘Foi uma atitude errada e impensável. Mas já foi esclarecida ao delegado da Polícia Federal porque ele agiu daquela maneira’, disse o advogado Diógenes Curado, que faz a defesa de Waldir Teis.
‘Foi um ato falho dele e ele estava tentando proteger o genro dele, que fosse envolvido. Por isso ele tomou essa atitude. Ele mesmo sabe que piorou muito a situação. Não precisava, mas aconteceu. Porém, foi bem explicado’, completou.
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