Mato Grosso possui atualmente 433 perfis genéticos de restos mortais não identificados disponíveis para comparação com o DNA de familiares de pessoas desaparecidas. Na tentativa de encontrar possíveis correspondências e dar respostas às famílias, uma nova campanha de coleta começa nesta segunda-feira (24.08).
A mobilização segue até sexta-feira (28) com atendimento intensificado em 17 pontos de coleta da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) espalhados pelo Estado. A coleta, no entanto, permanece disponível durante todo o ano.
Podem participar familiares de pessoas desaparecidas que ainda não forneceram material genético. Quem já realizou a coleta anteriormente não precisa repetir o procedimento.
Para fornecer a amostra, o familiar deve apresentar documento de identificação e informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento, como número, Estado onde foi registrado e delegacia responsável. A apresentação de uma cópia do boletim é recomendada, mas não obrigatória.
A orientação é que a coleta seja feita preferencialmente com parentes de primeiro grau. A prioridade é pai ou mãe biológicos; depois, filhos biológicos acompanhados do outro genitor; e, na sequência, irmãos biológicos que tenham o mesmo pai e a mesma mãe.
Na impossibilidade de coleta dessas pessoas, outros familiares podem ser considerados. Crianças também podem fornecer material genético, desde que estejam acompanhadas do responsável legal.
O DNA pode ser coletado em qualquer um dos pontos disponíveis, independentemente da cidade ou Estado onde ocorreu o desaparecimento. Casos envolvendo pessoas desaparecidas em outros países também podem ser confrontados com bancos genéticos internacionais.
Não existe prazo máximo para a família procurar o serviço. Mesmo desaparecimentos ocorridos há vários anos podem ser incluídos no procedimento, desde que exista um Boletim de Ocorrência. Caso o desaparecimento ainda não tenha sido registrado, a orientação é procurar uma delegacia.
Quando houver identificação por meio do confronto genético, um laudo oficial será encaminhado à delegacia responsável pela investigação. A Polícia Civil ficará responsável por comunicar a família e orientar sobre os procedimentos seguintes.
A ação faz parte da 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em Mato Grosso, os trabalhos são realizados pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Politec.
MT tem 433 perfis de restos mortais sem identificação e busca famílias
Familiares de desaparecidos poderão fornecer material genético em 17 pontos do Estado



