Segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Mulher assassinada em MT era vítima de violência há anos; “não espere piorar”, alerta delegada

Após matar a esposa a tiros, Fábio ainda atirou no próprio filho na perna, depois ainda teria tentado atirar contra a filha, que conseguiu fugir sem ser baleada.

Mulher assassinada em MT era vítima de violência há anos; “não espere piorar”, alerta delegada

Suenilda Vieira, 37 anos, assassinada em Araguaiana no dia 3 de setembro, já havia sido vítima de violência doméstica pelo companheiro anos antes. O registro feito em 2013, no entanto, não evoluiu para uma medida protetiva. O histórico do caso reforça um alerta: situações de agressão não devem ser naturalizadas nem aguardadas até que se tornem mais graves.

O assassino, Fábio Júnior Januário Dias, de 42 anos, marido de Suenilda, já havia sido registrado por violência doméstica contra a vítima em 2013. Na ocasião, ela não requereu medida protetiva. Anos depois, o relacionamento terminou em feminicídio.

Após matar a esposa a tiros, Fábio ainda atirou no próprio filho na perna, depois ainda teria tentado atirar contra a filha, que conseguiu fugir sem ser baleada.

Depois, o homem ainda atirou nos policiais militares que atenderam a ocorrência e acabou baleado e morto no confronto.

Leia mais: Homem mata esposa, atira nos filhos e morre em confronto com a PM em MT

Para a delegada Mariell Antonini, secretária-chefe do Gabinete da Mulher, o caso reforça a importância de procurar ajuda ainda nos primeiros sinais de violência. A orientação vale não apenas para agressões físicas, mas também para ameaças, perseguições, intimidações e outras formas de violência que podem indicar uma situação de risco.

“Um episódio de violência nunca deve ser tratado como algo normal ou isolado. Quando a mulher procura ajuda, o Estado passa a conhecer aquela situação e pode avaliar os riscos e oferecer os mecanismos de proteção disponíveis. Por isso, nossa orientação é para que ela não espere a violência aumentar. Procure ajuda desde os primeiros sinais”, afirma.

Rede de atendimento

A busca por atendimento também permite que a situação seja registrada e que os órgãos responsáveis avaliem a necessidade de medidas de proteção. Em casos de violência doméstica, a mulher pode solicitar medida protetiva, que pode estabelecer, entre outras determinações, o afastamento do agressor e a proibição de contato ou aproximação.

Mato Grosso conta atualmente com 11 unidades especializadas no atendimento às mulheres, sendo nove Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher e duas unidades com atendimento 24 horas, em Cuiabá e Várzea Grande. Outras 29 delegacias possuem núcleos especializados.

A Patrulha Maria da Penha está presente em 87 municípios e possui cobertura para atender os 142 municípios do Estado. Conforme a avaliação de cada situação, mulheres com medidas protetivas também podem ter acesso a mecanismos adicionais de segurança, como o Botão do Pânico e o monitoramento eletrônico do agressor por tornozeleira.

Mulheres em situação de violência doméstica e vulnerabilidade também podem ter acesso ao auxílio-moradia de R$ 600 mensais, destinado a contribuir para o afastamento do ambiente de violência e para a construção de condições que permitam uma vida independente do agressor.

Informações sobre a rede de atendimento, serviços e mecanismos de proteção disponíveis em Mato Grosso podem ser consultadas na plataforma Mulher MT.

Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo número 190. Denúncias e informações também podem ser encaminhadas à Polícia Civil pelo 197.

Esta informação foi útil?Compartilhe com seus contatos.
Auto Posto Pit Stop
Conexão especial Auto Posto Pit Stop Conhecer parceiro