A Justiça condenou Meire Coelho do Santos, de 41 anos, por ter assassinado o vigilante Sérgio Junior Barbosa da Silva, de 31 anos, em setembro de 2020, com um tiro na cabeça, enquanto ele dormia. Meire, que era namorada da vítima, foi condenada a 13 anos e seis meses de reclusão por homicídio qualificado. O caso aconteceu na cidade de Campo Novo do Parecis (a 400 km de Cuiabá)
Além de homicídio qualificado, Meire também foi condenada a um ano de detenção por posse ilegal de arma de fogo e seis meses de detenção por fraude processual. Consta na decisão de quarta-feira (6) que ela não poderá recorrer em liberdade. O julgamento foi presidido pelo juiz Pedro Davi Benetti.
O vigilante bancário foi morto no dia 18 de setembro na residência do casal, no bairro Jardim Renascer. À época, o caso foi tratado inicialmente como suicídio, após a namorada dele ter acionado a polícia e informado que o companheiro tinha dado um tiro na própria cabeça depois de uma discussão.
Entretanto, ainda no início das investigações da Polícia Civil, foi apontado que a cena do crime havia sido alterada e que a arma utilizada estava próximo às costelas e aos braços de Sérgio. Com isso, a polícia descartou a possibilidade de que o vigilante teria tirado a própria vida.
Na mesma manhã, a equipe da Polícia Civil iniciou a oitiva de várias testemunhas, algumas intimadas e outras que compareceram voluntariamente para dar depoimento sobre os fatos.
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Durante as oitivas, todas as testemunhas afirmaram que a vítima era muito alegre e não apresentava nenhum tipo de transtorno, porém, a sua companheira era muito ciumenta e agressiva e, por este motivo, ele queria a separação.
Poucos dias antes da sua morte, a vítima pediu ajuda a colegas para arrumar uma casa, pois estava decidido pela separação. No dia dos fatos, o casal teve uma briga e, durante a discussão, Meire quebrou o celular da vítima e todos os vidros do seu carro. Na sequência, ela atirou no companheiro enquanto ele dormia e alterou a cena do crime para simular o suicídio.


