Suenilda Vieira, de 37 anos, foi assassinada a tiros pelo marido, na madrugada desta quinta-feira (3), em uma propriedade rural de Araguaiana (563 km a Leste de Cuiabá).
Além de matar a mulher, o homem atirou contra um dos filhos e tentou atingir a filha do casal, que conseguiu fugir.
O criminosoo, identificado como Fábio Júnior Januário Dias, de 42 anos, fugiu depois dos crimes e, depois morreu, durante confronto com policiais militares da Força Tática.
Segundo a Polícia Militar, as equipes foram acionadas, inicialmente, após receberem a informação de que um homem aparentemente embriagado e armado havia feito disparos contra o próprio filho.
Durante o deslocamento, os policiais receberam a informação de que a ocorrência era ainda mais grave: Suenilda havia sido atingida por tiros e morreu no local.
O filho do casal foi baleado na perna. A filha também teria sido alvo do pai, mas conseguiu escapar sem ser atingida.
Na tentativa de desarmar o pai e impedir novos ataques, o filho entrou em luta corporal com ele e conseguiu feri-lo superficialmente com uma faca.
Após a reação, o homem deixou a propriedade, utilizando um trator, e seguiu em direção a uma fazenda vizinha.
Policiais da Força Tática, do Núcleo da Polícia Militar de Araguaiana e profissionais de Saúde foram mobilizados para as buscas.
Na sede da propriedade onde o suspeito poderia estar escondido, foram encontrados rastros de sangue e sinais de que ele havia permanecido em um dos quartos.
O homem, porém, já havia seguido para uma região de mata.
BUSCAS NA MADRUGADA - A procura continuou durante a madrugada, em uma área de vegetação fechada.
Os policiais utilizavam lanternas quando localizaram Fábio Júnior nas proximidades de uma cerca.
De acordo com a versão apresentada pela Polícia Militar, o homem fez um disparo contra a equipe, ao perceber a aproximação dos agentes.
Os policiais revidaram e ele foi atingido.
Uma equipe de saúde foi chamada, mas constatou a morte ainda no local.
Próximo ao homem, foi encontrada uma espingarda calibre .36.
Munições e estojos deflagrados também foram apreendidos.
As áreas onde ocorreram as mortes foram isoladas, para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).


