Ellen Vitória Araújo Silva, 19, foi presa no Centro de Primavera do Leste após matar o catador de latinhas Amarildo Roberto da Silva, 50, com golpes de faca, martelo e tesoura. Ela o atraiu até a sua casa e depois de mata-lo, filmou o corpo, mandou o vídeo para a família, tomou banho, passou perfume e chamou a polícia.
Passava das 22h30 quando a polícia foi acionada para atender uma ocorrência de homicídio. Quando chegaram no local, encontraram uma jovem que se apresentou como a autora do crime e levou os policiais até o cômodo em que estava o corpo.
Ela recebeu voz de prisão e a cena foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil. De acordo com as informações apuradas, naquela noite, Ellen teria brigado com a mãe, que logo em seguida foi embora da casa.
Depois, a suspeita foi até um espetinho da cidade, onde comia e bebia cerveja, até que a vítima Amarildo chegou no local e pediu para ela pagar uma cerveja para ele. Amarildo era conhecido na região e costumava catar latinha e outros materiais reciclados.
Também tinha costume de passar pelo bar pedindo cerveja para os clientes do local. Após aceitar a bebida paga pela jovem, foi convidado por ela para irem até sua casa, onde ela afirmou que eles beberiam mais.
Chegando à quitinete, a suspeita se apossou das armas brancas e começou a desferir os golpes contra o homem, que não resistiu e morreu no local. Foram encontradas na casa, uma faca, uma tesoura pequena e um martelo. Todos os objetos já foram apreendidos pela Polícia Civil.
Em entrevista à imprensa local, o delegado Rodolpho Bandeira contou que a suspeita gravou um vídeo da vítima morta e enviou para a família.
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“A suspeita tinha limpado parte da casa, falou que pintou onde respingou sangue na parede, que tomou banho e passou perfume para aguardar a polícia. Isso causa bastante espanto quanto a crueldade e a frieza da suspeita nesse ato”, disse.
Questionada sobre a motivação do crime, ela afirmou ao delegado que “simplesmente sentiu vontade de matar”. Ellen deve ser indiciada por homicídio duplamente qualificado e a pena pode chegar até 30 anos de prisão.


