Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Nova jornada de trabalho 5×2 no Brasil não terá sábado e domingo de folga obrigatoriamente

A medida, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pretende reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. Essa mudança almeja melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliando o tempo livre para lazer e convívio f

Nova jornada de trabalho 5×2 no Brasil não terá sábado e domingo de folga obrigatoriamente
Foto: Arquivo Colíder News
Novo projeto de lei do governo federal, apresentado ao Congresso Nacional em abril de 2026, pretende transformar a jornada de trabalho no Brasil. A proposta visa substituir a escala de trabalho 6×1 pela 5×2, oferecendo duas folgas semanais.

Embora a proposta sugira folgas preferencialmente aos sábados e domingos, a negociação coletiva poderia flexibilizar esta disposição. Ou seja, não haveria a obrigatoriedade de dias fixos para a folga semanal.

A medida, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pretende reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. Essa mudança almeja melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliando o tempo livre para lazer e convívio familiar.

Impacto da nova escala de trabalho
Com a introdução da escala 5×2, os trabalhadores terão dois dias consecutivos de descanso. Essa mudança busca melhorar a satisfação dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que propicia mais descanso e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

A implementação dessa proposta envolve negociações coletivas para adaptar a escala às particularidades de cada setor. Assim, as folgas podem ser ajustadas conforme as necessidades de empregados e empregadores, sempre respeitando o mínimo de 24 horas de descanso consecutivas.

Reações
A recepção à proposta do fim da escala 6×1 tem sido mista. Trabalhadores e sindicatos, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), expressaram apoio, destacando os benefícios para a saúde e bem-estar dos empregados.

Por outro lado, há preocupações sobre o impacto na produtividade das empresas e como a mudança será implementada.

Com a proposta enviada em regime de urgência, espera-se que o Congresso vote em até 45 dias na Câmara dos Deputados e no Senado. O governo acredita na aprovação dentro de três meses, possibilitando rápidas melhorias nas condições de trabalho.

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