Do Chile, com amor. Um marco sólido da ciência foi alcançado recentemente, com um grupo de pesquisadores da América Latina que conseguiram comprovar o teletransporte da luz.
Trata-se de um avanço que, pela sua descrição básica e essencial, talvez possa remeter os nossos leitores ‘old school’ ao universo de Star Trek e sua tecnologia de teletransporte, com a qual a tripulação do SS Enterprise descia a outros mundos.
Isso, essencialmente, tem um sentido relativo de correlação, mas na sua aplicação mais tangível, imediata e prática, se trata na verdade de um importante avanço científico que mudará substancialmente os sistemas de telecomunicações.
Aqui, explicamos de forma geral as implicações deste avanço para a comunidade científica e como poderia impactar em breve nas atividades do nosso dia a dia.
Teletransporte de luz pode mudar a forma de enviar informações pelas redes de comunicação
Acaba de ser publicada na mais recente edição da revista científica APL Photonics os resultados de um projeto de pesquisa conduzido por uma equipe internacional de cientistas, liderada por pesquisadores do Departamento de Física da Faculdade de Ciências Físicas e Matemáticas da Universidade do Chile e do Instituto Milênio para a Investigação em Óptica (MIRO).
Onde os cientistas conseguiram demonstrar experimentalmente a possibilidade de “teletransportar” luz de um extremo para o outro de uma rede fotônica, sem a necessidade de existir uma intervenção intermediária para interagir com o centro do sistema.
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Esta pesquisa, na essência, conseguiu algo que se considerava impossível alguns anos atrás e pode revolucionar a forma como atualmente são enviados, recebidos e gerenciados dados transmitidos por longas distâncias em sistemas de telecomunicações. Assim, Rodrigo Vicencio, parte do time por trás do achado, explica o seu avanço:
Ao viajar a informação de extremo a extremo, passando pelo centro de um material, a possibilidade de perda devido a imperfeições do sistema é muito alta.
Em vez disso, no nosso trabalho, mostramos que podemos conseguir isso sem interagir com a rede em si. Assim, isso pode ser entendido como uma forma de "teletransporte" de luz, ou seja, transporte de luz a grandes distâncias.
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O curioso é que o achado foi quase incidentalmente feito, depois que investigadores do Laboratório de Redes Fotônicas da Universidade do Chile experimentaram por cerca de um ano uma rede de diamante.
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Lá, eles usaram várias formatos de arranjos fotônicos, com materiais que usam luz em vez de eletricidade para sua operação. Descobriram no final que ao excitar a rede em um extremo com diversas cores, a luz começou a ser transportada de um extremo a outro de maneira estável.
Agora continuam explorando mais as possibilidades que esses sistemas podem oferecer para serviços de telecomunicações, como telefonia ou internet sem fio.


