O Estado de Mato Grosso registrou no ano passado 101 mortes intencionalmente violentas de mulheres e meninas. O número é a soma de homicídios e feminicídios registrados pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM). Em média, oito vítimas foram assassinadas por mês.
Os dados, registrados pela DEDM e analisados pela diretoria de inteligência da Polícia Civil, sinalizam que as vítimas morrem mais no ambiente doméstico do que fora dos muros residenciais, representando 52% dos totais de homicídios e feminicídios,
somados.
Das 101 mortes registradas em todo o ano, 54 são homicídios e 47 feminicídios. No total, os números representam um crescente de 19% em relação a 2021, quando 85 mulheres foram vítimas de assassinato.
O pico de mortes, em 2022, foi registrado em abril, que teve 12 assassinatos. O segundo mês com mais registro foi em julho, com 10. Os demais meses mantiveram entre 6 e 9 ocorrências.
Essa tendência foi vista tanto nos homicídios quanto nos feminicídios. Mas enquanto picos de homicídio qualificado foram registrados em de janeiro, abril, junho e dezembro, as mortes sem relação com violência de gênero tiveram mais registros em março, abril e julho.
De acordo com o levantamento, 52% dos totais de homicídios e feminicídios,
somados, são registrados no ambiente doméstico, confirmando e reafirmando a a raiz patriarcal da violência de
gênero. Na sequência, 22% dos óbitos femininos ocorreram em vias públicas. E 9% das mulheres foram mortas em áreas de comércio como bares e salão de
beleza.
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Lastimavelmente, 3% ainda morreram em locais de diversão e lazer, como boates e clubes.


