A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) deflagrou na manhã desta sexta-feira (01.03) a Operação Sétimo Mandamento para cumprir 10 mandados de busca e apreensão contra investigados que se associaram criminosamente para atuar no furto de cargas de soja em Campos de Júlio, região noroeste de Mato Grosso.
As ordens judiciais incluem ainda o afastamento de sigilo de dados e foram cumpridas nas cidades de Campos de Júlio, Diamantino, Campo Novo do Parecis e Nova Lacerda. Os mandados foram deferidos pelo juízo da Comarca de Comodoro.
A investigação da GCCO identificou o envolvimento de nove pessoas no furto de duas cargas de soja, avaliadas em R$ 180 mil, após esquema montado pelos investigados para furtar o produto da filial de uma empresa comercializadora de grãos, em Campos de Júlio. Os suspeitos são investigados por associação criminosa e furto qualificado.
Esquema criminoso
Os furtos das cargas foram descobertos após auditoria da matriz da empresa, sediada em Curitiba (PR). Foi apurado que houve a entrada e saída de dois caminhões nos dias 19 e 21 de maio do ano passado. Os veículos entraram vazios e saíram carregados, passando pela embarque e depois pela balança da empresa sem apresentar a ordem de carregamento e outros documentos obrigatórios.
Com a identificação dos funcionários que estavam trabalhando nos dias em que foram realizados os embarques. Ambos atuavam na função de balanceiros e admitiram à auditoria da empresa que atuaram nos furtos.
Conforme a investigação, o esquema envolveu trabalhadores de duas empresas. A filial em Campos de Júlio efetuou uma venda de soja para uma empresa embarcadora que, no momento do embarque precisa aferir o percentual de qualidade do grão, que é feita por um laboratório terceirizado que presta o serviço no ponto de embarque da empresa vendedora do produto.
Um encarregado e três classificadores do laboratório foram identificados como envolvidos no esquema. O encarregado era o responsável em posicionar os classificadores no ponto de embarque e os classificadores atuavam no aliciamento de funcionários da empresa e condução da ação criminosa.
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Um dos balanceiros disse que ter sido coagido pelo suspeito que liderou o esquema para que participasse da ação e receberia 50 mil reais, valor combinado que não chegou a ser pago. A proposta consistia em que o balanceiro deixasse entrar um caminhão vazio e sair carregado com soja.


