Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Operação Xeque-Mate apreende mais de R$ 6 milhões em promissórias e cheques com grupo criminoso; Polícia procura foragidos

Sete investigados, inclusive o líder da quadrilha, foram presos

Operação Xeque-Mate apreende mais de R$ 6 milhões em promissórias e cheques com grupo criminoso; Polícia procura foragidos
Foto: ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

Aproximadamente R$ 6 milhões em cheques, promissórias e valores em espécie foram apreendidos pela Polícia Civil durante os cumprimentos de 14 mandados de busca e apreensão na Operação Xeque-Mate, deflagrada na última sexta-feira (04.11) contra um grupo investigado por receptação qualificada, lavagem de capitais e associação criminosa.


As buscas resultaram também na apreensão de armas de fogo, inclusivo um fuzil de calibre 556; anabolizantes, receituários e carimbos em nomes de profissionais de medicina. Os aparelhos celulares dos investigados passarão por extração e análise de dados.

Sete investigados, inclusive o líder da quadrilha, foram presos, e outros três foragidos são procurados pela Polícia Civil. As prisões preventivas foram decretadas pela 2a Vara Criminal da Comarca de Sorriso, com base na investigação conduzida pela Delegacia de Sorriso. Além dos 24 mandados de buscas e de prisões, a operação incluiu ainda o afastamento de sigilo temático e sequestro de bens dos envolvidos.

A investigação apurou que no período de pouco mais de três anos, a quadrilha movimentou quantias equivalentes a R$ 70 milhões para diluir produtos originados de ações de roubo e furto de defensivos agrícolas.

Atuação dos envolvidos

O trabalho investigativo realizado pela equipe da Delegacia de Sorriso identificou o modo de atuação da quadrilha armada que tinha atuação em diversas frentes criminosas. Enquanto quatro integrantes atuavam na receptação de defensivos agrícolas e cargas de soja. Outra parte da quadrilha era responsável pela lavagem de capitais, incluindo a venda e revenda de automóveis.

Um dos integrantes do esquema criminoso trabalha como professor de ensino básico e na declaração dele à Receita Federal, o rendimento bruto do profissional informado foi de R$ 10 mil mensais. Contudo, em nome do professor, a investigação constatou que, no período de 38 meses ele, foram creditados em suas contas bancárias quase R$ 7 milhões. Ou seja, o rendimento mensal real dele seria de, aproximadamente, R$ 175 mil, o que foi comprovado que era oriundo de diversas fontes ilícitas, sendo uma delas o comércio ilegal de defensivos agrícolas roubados.

Uma revenda de veículos em Sorriso era a principal fonte de lavagem de capitais da quadrilha, com a compra e venda de automóveis de luxo. Apesar dos veículos serem registrados em nome de terceiros, o líder da quadrilha mantinha a posse até que fossem revendidos pela empresa em Sorriso.

A investigação demonstrou ainda que as transações financeiras da revenda de veículos demonstraram uma desproporção entre o valor faturado pela empresa e o valor movimentado em suas contas, que chegou a R$ 55,767 milhões.

Outras movimentações milionárias

Um dos investigados trabalhava em uma farmácia e tinha como rendimento mensal declarado o salário de R$ 2.400,00. Porém, ele movimentou em suas contas bancárias a quantia de R$ 1,446 e reside em um imóvel no valor de 500 mil reais.

Outra atividade utilizada pelo grupo criminoso para diluir o dinheiro angariado com as atividades ilícitas era a compra e venda de joias. O pequeno volume e alto valor de joias, relógios e diamantes tornou atrativa a atividade para esquentar os ativos da quadrilha. Um dos integrantes fazia, periodicamente, a oferta de joias para venda, especificamente para traficantes.

RELEMBRE A OPERAÇÃO

Todos os presos na Operação Xeque Mate deflagrada na manhã da última sexta-feira (04/11), que cumpriu 24 ordens judiciais e prendeu até o momento sete pessoas desde a por suspeita de rouba de cargas de grãos e comércio ilegal de agrotóxicos passaram por audiência de custodia e continuarão presos.

O líder do bando, João Nassif Mussufero Izar, foi preso em Cuiabá.
Ele já teria sido condenado em 2019 por contrabando de agrotóxicos. Além do chefe da quadrilha também foram presos o casal Valdelírio Krug e Viviane Menegazzi, que seriam donos da garagem de veículos Motors Veículos, em Sorriso, usada para "lavar" a fortuna dos esquemas.

Também foram presos David dos Santos Nascimento, Danilo Pereira Lima, Cassiane Reis Mercadante e Rodrigo Calça. Dos alvos, permanecem foragidos Sandoval de Almeida Júnior, Ângelo Marcosi da Cunha e Mauri Moreira Silva.


A investigação também chegou no professor de Educação Básica, David Nascimento, após ele declarar no seu Imposto de Renda o rendimento bruto de R$ 10 mil por mês. No entanto, em sua conta bancária no período de 38 meses, ele teve creditado cerca do valor de R$ 6,6 milhões, ou seja, uma movimentação mensal de R$ 175. Já Danilo Pereira trabalha numa farmácia com salário mensal de R$ 2,4 mil.


Todavia, ele residia em uma casa avaliada em R$ 500 mil e movimentou R$ R$ 1,446 milhões.


De acordo com as informações do Programa do Pop, da TV Cidade Verde, o delegado Carlos Eduardo informou que o líder foi preso pela Polícia Civil depois dos investigadores identificarem que o grupo movimentou quantias equivalentes a R$ 70 milhões. “O líder foi preso em Cuiabá e as outras seis pessoas foram presas em Sorriso. A gente continua perseguindo alguns alvos em outras regiões do Estado”, revelou ele.


A operação incluiu mandados com alvos de 10 prisões preventivas e 14 buscas e apreensões domiciliares, além do afastamento de sigilo e sequestro de bens.


Nas investigações realizada pela Delegacia de Sorriso foi identificado que a associação criminosa armada possuía o líder que agia em diversas frentes, assim como a lavagem de capitais oriundos de crimes de diversas naturezas como a compra e venda de automóveis de luxo, por meio de pessoa jurídica.

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A Polícia Civil segue as investigações em diversas regiões do Estado e principalmente na cidade de Sorriso que vive um período de aumento da criminalidade com Guerra de facções e vários homicídios na região. 

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