A Paróquia São Paulo Apóstolo comunicou que não vai afastar o padre Ramiro José Perotto, que se envolveu em uma polêmica essa semana após afirmar que uma menina de 10 anos, que era estuprada pelo próprio tio, “gosta de dar”. O diácono atua em Carlinda (756 km de Cuiabá).
De acordo com a igreja, o líder religioso não será impedido de ministrar as missas, no entanto, poderá se ausentar das celebrações por decisão própria. Nesta quinta (20), a Polícia Civil de Mato Grosso abriu uma investigação para apurar se o padre Ramiro cometeu apologia ao crime de estupro ao fazer comentários em uma rede social. Segundo a TV Centro América, ele vai prestar depoimento na segunda-feira na delegacia de Sinop (480 quilômetros de Cuiabá).
A investigação ocorre porque no início desta semana, o padre utilizou a própria conta no Facebook para criticar o aborto realizado por uma criança moradora do Espírito Santo, que era estuprada desde os 6 anos de idade. Ela teve que realizar o procedimento, autorizado pela Justiça, na cidade Recife após um hospital ligado à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) se recusar a cumprir a decisão judicial.
A criança estuprada deixou o hospital na última quarta-feira (19). Ao comentar sobre o caso, Ramiro José Perotto somou-se a pessoas e grupos religiosos ultraconservadores, de todo o Brasil, para atacar a criança, dizendo nas redes sociais que a vítima infantil compactuava com o crime.
Após os comentários, Perotto sofreu uma “enxurrada” de críticas nas próprias redes sociais e na internet. Ele excluiu sua conta no Facebook e divulgou uma carta pedindo perdão “àqueles que se sentiram ofendidos”.
No entanto, o Ministério Público do Estado (MPMT) pede que a Polícia Judiciária Civil (PJC) apure profundamente os supostos atos criminosos cometidos pelo padre.


