Padre Kelmon é desligado da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa do Peru;
Ex-presidenciável não poderá ministrar os sacramentos ou falar em nome da instituição;
Apoiador de Bolsonaro, ele recebeu 0,07% dos votos nas eleições deste ano.
O ex-presidenciável Padre Kelmon (PTB) foi desligado da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa do Peru no Brasil. A instituição tem representações em diferentes países, incluindo no Brasil.
A informação foi publicada no Facebook da Igreja na última sexta-feira (16) e a nota assinada no dia anterior (15). Na legenda, a instituição deseja “bençãos” nos “novos caminhos” de Kelmon e do Padre Lucas Soares Chagas, também desligado.
“Decidimos canceladar (sic) a Provisão 0025/21 conferida ao Pe.Kelmon Luis da Silva. Também informamos que decidimos desencardinar (sic) do clero o Pe.Kelmon Luis da Silva e também o Pe.Lucas Soares Chagas. Dessa forma, os mesmos ficam proibidos de ministrar os sacramentos e de falar em nome da Igreja Ortodoxa do Peru-Tradição canônica Síro Ortodoxa Malankara Indiana”, diz a nota.
No final do texto, há a citação bíblica "Tudo que ligares na terra será ligado no céu, mas aquilo que desligarem na terra será desligado no céu”. Um dos responsáveis por assinar o documento é o Mor Francisco Ángel, autoridade máxima da instituição que confirmou ao Projeto Comprova, em outubro deste ano, que o ex-presidenciável fazia parte da igreja.
Com a decisão, Padre Kelmon não poderá ministrar os sacramentos ou falar em nome da Igreja Ortodoxa do Peru.
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Nas eleições, Kelmon apoiou o presidente Jair Bolsonaro (PL) – supostamente seu adversário na corrida pela Presidência - nos debates e virou alvo de memes especialmente após ser chamado de “padre de festa junina” pela também candidata Soraya Thronicke (União Brasil).
Ele recebeu 81.129 votos (0,07%) e terminou a disputa em 7º lugar.


