Pelo menos 9 delegados, dos âmbitos estadual e federal, estão sendo cogitados pelos partidos para concorrer a uma vaga no Poder Legislativo a partir de 2023. Até o momento, 3 autoridades policiais já teriam demonstrado desejo de disputar uma vaga na Câmara Federal, enquanto que os outros 6 estão sendo assediados para disputar uma vaga à Assembleia Legislativa.
Uma das novidades deste ano será o delegado Flávio Stringueta, que atualmente está na 2ª Delegacia de Polícia, no bairro Carumbé, em Cuiabá. Ele, que em 2021 teve um desentendimento público com a Diretoria da Polícia Civil após fazer críticas ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), anunciou que é pré-candidato a deputado federal.
Entretanto, Stringueta, que se recuperou recentemente da covid-19, ainda não definiu qual o partido que se filiará. Ao Jornal A Gazeta, ele contou que já recebeu convite do Republicanos, PROS, PTB e Patriotas e do Partido Liberal (PL). Este tem a preferência do delegado por ser a mesma sigla do presidente Jair Bolsonaro (PL). Será a primeira vez que ele vai encarar uma disputa política.
Stringueta deverá concorrer com o delegado da Polícia Federal e atual secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante. Informações de bastidores apontam que o gestor teria demonstrado interesse em se candidatar à Câmara Federal. Para isso, ele deixaria a pasta e se filiaria ao União Brasil - partido criado pela fusão entre DEM e PSL - e que deverá ser homologado em fevereiro. O partido terá maior fatia de recursos públicos para investir nas eleições de 2022 - quase R$ 1 bilhão dos fundos eleitoral e partidário. O agente federal nunca disputou uma eleição.
Apesar de não confirmar a filiação, o presidente estadual da sigla, Fábio Garcia, elogiou a atuação de Bustamante frente à secretaria. “Reconheço que é um excelente nome, de uma área tão complexa que é a Segurança Pública”.
Também já confirmou précandidatura para disputar a Câmara Federal o delegado Claudemir Ribeiro de Souza, da Central de Flagrantes de Cuiabá. O policial, que concorrerá a eleição pelo Partido Social Democrático (PSD), já foi candidato três vezes, mas não conseguiu se eleger em nenhuma das oportunidades.
Em 2004, o delegado Claudemir se candidatou ao cargo de vereador pelo PMN, na cidade de Guarulhos (SP). Na ocasião, ele recebeu 511 votos. Em 2006, ele tentou uma vaga na Câmara Federal pelo antigo PT do B, que agora é Avante, e recebeu 3.869. Em 2008, tentou novamente uma vaga no Legislativo municipal de Guarulhos pelo PSC e obteve 1.427 votos. Na ocasião, o policial ficou na suplência e chegou a assumir por um tempo como vereador.
“A (eleição) de deputado, a coligação não fez ninguém, mas fiquei dentro do partido em segundo lugar. Acredito que em Mato Grosso é outra eleição. Aqui é bem diferente do que estou acostumado”, disse a autoridade policial.
Possíveis candidatos a deputado estadual
Delegado Claudinei (PSL) foi o único delegado eleito na última eleição para deputado estadual com 29.988 votos. Ele deverá tentar a reeleição. Informações nos bastidores é de que ele irá se filiar ao PL, assim que a janela partidária for aberta.
Outro ocupante do cargo na Polícia Civil e que deverá disputar a eleição é o delegado Sérgio Ribeiro Araújo (PSL). Ele disputou eleição para deputado estadual, mas ficou na suplência ao receber 13.207 votos. Foi empossado deputado estadual no dia 5 de janeiro de 2022 no lugar do titular Dr. Eugênio (PSL) que se licenciou do cargo para tratar questões pessoais.
A delegada Ana Cristina Feldner, presidente do inquérito que investiga um esquema de escutas ilegais na gestão do ex-governador Pedro Taques (SD), a grampolândia pantaneira, foi procurada por alguns partidos para disputar a Assembleia Legislativa (ALMT). No entanto, a policial disse à reportagem que não pretende ingressar na carreira política e que quer focar no seu trabalho à frente da instituição.
O caso de Feldner se assemelha ao do delegado Vinicius Nazário (Podemos). Ele, que disputou a prefeitura de Alta Floresta (800 km de Cuiabá), em 2020, e recebeu 7.166 votos, disse que já foi procurado por PROS, PSD e Patriotas. No entanto, disse que não vai concorrer as eleições por conte de um problema de saúde de um familiar.
Já Geraldo Gezoni também poderá concorrer a uma vaga no Legislativo matogrossense. Ele foi candidato à prefeitura de Matupá (720 km de Cuiabá), mas não foi eleito. A chapa dele recebeu 953 votos.
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O delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada de Trânsito (Deletran), é outro que pode aparecer à disposição dos eleitores de Mato Grosso. Polêmico, ele que já foi filiado do PROS, estaria sendo procurado por alguns partidos para concorrer uma vaga na Assembleia Legislativa a partir de 2023.
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