A Polícia Civil investiga a denúncia feita pelo presidente do Sindicato dos Profissionais do Sistema Socioeducativo do Estado de Mato Grosso (Sindpss), Paulo Cesar Souza.
Na última semana, ele revelou que a arma que o agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, de 41 anos, morto a tiros pelo vereador e tenente coronel Marcos Paccola (Republicanos) na noite do dia 1º de julho, havia sido vendida ao servidor pelo próprio parlamentar. A versão foi reforçada após o irmão de Alexandre Miyagawa apresentar uma nota fiscal de compra da arma de fogo.
A comprovação derrubaria a tese de Paccola, de que que conhecia a vítima apenas de ‘vista’. O presidente do Sindpss relatou ainda que a pistola comprada por Alexandre Miyagawa havia sido vendida pelo vereador por um preço menor que o praticado no mercado, justamente por conta da amizade entre os dois.
Este é um dos pontos que a Polícia Civil quer apurar, com base na apreensão do aparelho de telefone celular de Paccola, feita após ordem judicial esta semana. AMIZADE Outra questão que a investigação quer esclarecer é se o vereador conhecia a namorada de Japão, Janaina Sá, e qual o grau de amizade que eles teriam.
“Logo, torna-se imprescindível a busca e apreensão do(s) aparelho celular do representado, a fim de que a autoridade policial possa, a partir dos indícios obtidos com a medida constritiva, obter dados úteis à investigação para o cabal esclarecimento dos fatos e verificação de eventual motivação delitiva diversa da alegada pelo representado”, diz a decisão judicial, que acolheu o pedido de apreensão do celular.
Acompanhe o nosso trabalho também nas redes sociais;
Siga a nossa página do Colidernews no Facebook.
Acompanhe nossas matérias no Grupo de WhatsApp.
Saiba tudo do nosso site na pagina oficial do Twitter.
Siga o Colidernews também no Instagram.
Faça parte do nosso grupo de notícias no Telegram.
Junte-se a nós também no Grupo do Colidernews no Signal.
Paccola defendeu, durante pronunciamento na Câmara, nesta quinta-feira (14), que a namorada de Alexandre, Janaina Sá, também precisa ser responsabilizada no caso. Em sua defesa, o vereador disse que quando atirou contra a vítima, estava agindo como policial militar, já que Alexandre teria sacado sua arma enquanto caminhava atrás de Janaina.


