Sábado, 10 de outubro de 2026

Perito diz que exame específico vai comprovar se mulher foi arrastada viva ou já morta por ruas de Sinop

André Fúrio, que está a frente do caso em Sinop, ainda descreveu o cenário que encontrou na quitinete onde o casal estava na hora do crime

Perito diz que exame específico vai comprovar se mulher foi arrastada viva ou já morta por ruas de Sinop
Foto: Arquivo Colíder News

O profissional da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec), André Fúrio, esclareceu que somente depois da realização de exames específicos será possível comprovar se Bruna de Oliveira, de 24 anos, foi arrastada pelo pescoço com vida ou não pelo namorado, Wellington Honorato dos Santos, de 32 anos, que a matou.


O crime ocorreu no domingo (2), em Sinop (500 km de Cuiabá), e a brutalidade empregada chocou todo o Estado. O perito que está a frente do caso na cidade também descreveu o cenário que encontrou na quitinete em que o casal estava depois da violência empregada contra a mulher. 

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"Na quitinete, havia manchas de sangue. O agressor provavelmente lavou. Colhemos e vamos analisar e fazer o teste para sangue humano. A quitinete estava vazia, ele [suspeito] levou a mudança. Para ter certeza se ela estava morta ou não no momento do arrastamento, tem que ser feito o exame das lesões, se elas são pós-morte ou não. Isso é um trabalho do médico legista, um trabalho delicado. Tem escoriações profundas nos dorçais, na panturrilha, calcanhar. A análise dessas lesões vai nos dar certeza [ou não] da morte no momento do arrastamento", disse André Fúrio em entrevista à TV Centro América, nesta segunda-feira (3). 

O corpo da vítima foi encontrada em uma vala da cidade, ainda na noite de domingo. Já Wellington Honorato foi preso na noite de segunda-feira, em Nova Maringá (379 km da Capital). Ele contou que usou drogas antes do crime brutal, mas não revelou a motivação. 

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Em depoimento à Polícia Civil, Wellington, confessou ter matado Bruna e reiterou que cometeu o crime porque estava sob a influência de cocaína e álcool. Ele justificou ainda que decidiu amarrar a vítima em sua motocicleta e arrastá-la pela cidade por estar em ‘surto’ e entender que precisava se desfazer do corpo.

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Bruna foi morta deixando três filhas. As investigações sobre o caso continuam. 

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