Sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Personal expõe marcas de agressões e levanta suspeitas sobre morte

Acusado pelas agressões é um policial civil

Personal expõe marcas de agressões e levanta suspeitas sobre morte
Foto: Arquivo Colíder News

Duas semanas após ter sido agredida pelo ex-marido, o policial civil Sanderson Ferreira de Castro Souza, de 42 anos, a personal trainer Débora Sander, de 43 anos, resolveu quebrar o silêncio e expor imagens das agressões que sofreu. O episódio ocorreu na noite de 3 de agosto, no condomínio Morada do Parque, localizado no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá.


Débora compartilhou as imagens em sua conta no Instagram, e em entrevista ao site VG Notícias, desabafou sobre o trauma vivido e a necessidade de denunciar o agressor. "Naquele dia, eu não estava em condições de pensar ou raciocinar; estava muito machucada. Mas não vou mais me calar, porque sei que ele já está fazendo novas vítimas. O Instagram dele deveria ser desativado para que ele não continue a fazer novas vítimas", afirmou a personal trainer.

O caso foi registrado pela Polícia Civil após a vítima ter comparecido ao Plantão de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá. Débora relatou ter sido agredida pelo companheiro e solicitou medidas protetivas de urgência. O boletim de ocorrência também menciona o filho de Débora, um jovem de 23 anos, como uma das vítimas, embora os detalhes sobre sua participação não tenham sido revelados.

Débora revelou ainda que, no dia das agressões, Sanderson conseguiu escapar do flagrante com a ajuda de terceiros e atualmente encontra-se no Rio de Janeiro, aproveitando uma licença-prêmio. "Perdi meu emprego, estou longe do meu filho, que está sob ameaça, enquanto ele desfruta de uma licença-prêmio. Quando a justiça será feita? Esta não foi a primeira vez que ele me agrediu, mas foi a primeira vez que tive força para romper essas amarras psicológicas e denunciar", declarou.

OUTRO CASO - A personal trainer também levantou suspeitas sobre a morte de Daiane Tonetta Neitzke, de 26 anos, ocorrida em maio de 2020. Segundo a versão oficial, Daiane, que era namorada do policial, teria tirado a própria vida com a arma de fogo dele, no bairro Jardim Guanabara, também em Cuiabá. 

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No entanto, familiares de Daiane contestam essa versão. Anderson Tonetta, irmão da jovem, afirmou que Daiane frequentemente aparecia com hematomas roxos pelo corpo, e que a família nunca aprovou seu relacionamento com Sanderson.

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