A Petrobras iniciou nesta semana a sua primeira operação de mineração de bitcoin. A iniciativa faz parte de um projeto mais amplo de Pesquisa e Desenvolvimento que envolverá também a tokenização de ativos, de acordo com informações divulgadas com exclusividade pelo site Blocknews.
O projeto de P&D tem como foco a tecnologia blockchain, buscando identificar as diferentes aplicações potenciais dentro das operações e dos objetivos da empresa e da sua cadeia de valor. Além disso, a petroleira busca sinergias com seus esforços de transição para baixo carbono.
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Marcelo Curi, Champion de Implantação e Coordenador Substituto na Petrobras, explicou que a empresa vai realizar estudos sobre modelagem de negócios e processos envolvendo a tecnologia, com foco no processo de tokenização, ou seja, a incorporação de ativos a redes blockchain.
A Petrobras contará com o apoio do Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpe), da Universidade Petrobras e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) ao longo do projeto.
Além da iniciativa mais recente, a Petrobras tem desenvolvido outros projetos para avaliar o potencial de blockchain. Um deles foi a criação de um possível marketplace de biometano em parceria com a empresa GoLedger.
Em 2023, a estatal também anunciou uma cooperação com a Fundação Cardano, responsável pelo blockchain de mesmo nome, para o treinamento de seus funcionários em tecnologia blockchain e para a emissão de 500 NFTs (tokens não-fungíveis), que deram acesso aos treinamentos.
Entretanto, o projeto de mineração de bitcoin é o primeiro anunciado pela Petrobras. Com ele, a empresa se torna a maior e mais valiosa do Brasil a desenvolver uma iniciativa do tipo. Com um valor de mercado de mais de R$ 500 bilhões, a Petrobras também se soma a bancos que já lançaram projetos com a tecnologia blockchain, como BTG Pactual, Itaú e Santander.
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A companhia também se junta a outras petroleiras que tem investido na área de ativos digitais. É o caso da estatal Saudi Aramco, a mais valiosa do mundo, que em 2023 anunciou o desenvolvimento de iniciativas voltadas à tecnologia blockchain e potencial investimento em criptoativos.
Fonte: João Pedro Malar l Exame


