A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 335 mil entre cheques, dólares e reais durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (17) em Cuiabá. Além do dinheiro, também foram apreendidos diversos relógios. A "Operação Francamente” visa combater fraudes na comercialização de caminhonetes na Zona Franca de Manaus.
De acordo com a delegada da Polícia Federal, Mayla Akemi Kawazoi, na residência de um dos investigados foram apreendidos R$ 35 mil em espécie e R$ 300 mil cheques. Conforme a autoridade policial, uma quantia em dólares também foi apreendida, porém ainda não foi contabilizada.
"Foi aproximadamente R$ 35 mil em espécie; teve esse valor em dólares que ainda não apuramos e três cheques de R$ 100 mil cada. Teve veículos apreendidos em Manaus porém ainda não foi possível especificar a quantidade definida porque a operação ainda está em andamento. Aqui em Mato Grosso foram duas garagens de veículos e duas pessoas físicas envolvidas", afirmou a delegada.
Servidores do Detran
Durante as investigações, foi apontado que um dos líderes da organização criminosa era um ex-servidor do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran). Ele realizava os lançamentos indevidos no sistema do órgão para liberar a circulação de caminhonetes de luxo e obtinha um ganho de cerca de R$ 30 mil por veículo.
Acompanhe o nosso trabalho também nas redes sociais;
Siga a nossa página do Colidernews no Facebook.
Acompanhe nossas matérias no Grupo de WhatsApp.
Saiba tudo do nosso site na pagina oficial do Twitter.
Siga o Colidernews também no Instagram.
Faça parte do nosso grupo de notícias no Telegram.
Junte-se a nós também no Grupo do Colidernews no Signal.
A Polícia Federal apontou ainda que a prática causou um prejuízo estimado de R$ 500 milhões em tributos sonegados. No prazo de 5 anos, aproximadamente 1 mil caminhonetes, considerando apenas um modelo, foram comercializadas ilegalmente por três concessionárias de veículos amazonenses. A Receita Federal já levantou cerca de 17 mil veículos nas mesmas condições.
Os policiais suspeitaram de irregularidades nos Certificados de Registro de Licenciamento de Veículos (CRLV), devido à origem e à característica dos automóveis, sendo duas S10 e uma Hilux, todas zero km.


