O produto interno bruto da Argentina avançou 2% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, resultado que superou as estimativas de analistas e foi impulsionado pela pesca, pela mineração e pelas exportações, segundo dados do Indec, o instituto oficial de estatísticas do país, apurados pelo InfoMoney.
As projeções de casas de análise apontavam avanço de 1,6% para o período entre abril e junho. O número reforça a leitura de recuperação da atividade sob a agenda de reformas do presidente Javier Milei, ainda que a série já sinalize perda de fôlego na margem.
Pesca e mineração lideram o avanço
Entre os setores, a pesca registrou o maior salto, com expansão de 45% na comparação anual. A mineração e a extração em pedreiras avançaram 16%, enquanto agricultura, pecuária, caça e silvicultura somaram alta de 7%.
As exportações de bens e serviços cresceram 14%, e as importações recuaram 9%. Na outra ponta, a indústria de transformação teve uma das quedas mais fortes do levantamento, com retração de 2% frente ao mesmo período do ano anterior.
Fôlego menor na margem e agenda fiscal
Na série livre de efeitos sazonais, o PIB argentino recuou 0,6% em relação aos três primeiros meses do ano, a primeira queda trimestral depois de uma alta de 0,7% entre janeiro e março.
O governo Milei tem colhido avanços no front da inflação, que deixou os patamares de três dígitos registrados no início da gestão, enquanto mantém medidas de austeridade fiscal com o objetivo de zerar déficits orçamentários crônicos. Os dados do Indec oferecem um dos retratos mais amplos da atividade econômica nesse período de ajuste.


