A Polícia Militar resolveu demitir e expulsar dois policiais militares que conseguiram frequentar a Academia de Polícia Militar, se formar e integrar as fileiras da corporação mesmo sem passar em todas as fases do processo seletivo. São eles os soldados E.O.R. e J.C.S. O primeiro foi reprovado no teste físico; o segundo, no exame psicológico.
Ambos conseguiram se formar, serem nomeados e tornarem-se oficialmente policiais militares por força de mandados de segurança impetrados contra a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), que realizou o concurso contestado por eles.
Independente de ser considerado inapto psicologicamente em 2011, ano em que impetrou o mandado de segurança, J.C.S. seguiu na carreira. O mesmo aconteceu com E.O.R., que alegou ter sua inaptidão física ter sido derivada de uma “inversão na ordem dos testes”, responsável esta por prejudicar sua performance. Isso em 2013.
J.C.S. alegou que reprovou na avaliação psicológica porque esta era “baseada meramente em critérios subjetivos”.
Não foi como entendeu o comandante-geral da PM, o coronel Marcos Vieira da Cunha, que acatou decisão da justiça, feita a pedido do Ministério Público. “Assim resolve demitir das fileiras da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso o policial SD PM E.O.R., a contar do dia 07/12/2018, cumprindo a determinação judicial exarada nos autos acima citado”, consta em trecho da demissão publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (10).
O texto tornando pública a demissão do soldado PM J.C.S. têm idêntica redação, exceto pelo número do processo e mandado de segurança, e conta a partir da mesma data.
A partir da publicação os dois terão que se reportar aos seus respectivos comandantes, que irá recolher fardamento e “apetrechos” que pertençam à Fazenda Pública Estadual e que estejam sob a posse deles em um prazo de cinco dias. Eles também estão excluídos da folha de pagamento e recebem o tratamento de ex-soldados policiais militares por parte da Secretaria de Estado de Gestão.


