Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

PM que atirou em jovem em bar disse que "queria matar de novo"

Militar aposentado da Polícia Militar, Elias Ribeiro da Silva, assassinou Claudemir Sá Ribeiro, em Colniza

PM que atirou em jovem em bar disse que "queria matar de novo"
Foto: Arquivo Colíder News

Depoimentos de testemunhas revelaram que o subtenente aposentado da Polícia Militar, Elias Ribeiro da Silva, de 54 anos, que atirou e matou Claudemir Sá Ribeiro, de 26 anos, em um bar em Colniza (1.023 km ao norte de Cuiabá), disse momentos antes do crime que estava "com vontade de matar”.


O homicídio ocorreu no dia 23 de março e foi filmado por câmeras de segurança do estabelecimento. Elias foi localizado e preso logo após o crime. No dia 25, ele foi transferido para uma cela do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar, em Cuiabá.

 

Na informação apurada pelo MidiaNews, consta que testemunhas ouviram o PM dizer: “Já tem sessenta dias que matei alguém. Estou com vontade de matar de novo”.

 

Conforme a investigação da Polícia Civil, após passar o dia todo bebendo no bar, Elias decidiu abordar Claudemir, que estava em outra mesa com o irmão e um amigo.

Ainda de acordo com a Polícia, a vítima se tornou alvo do PM depois que as duas mulheres que acompanhavam Elias, se levantaram e sentaram na mesa de Claudemir. Revoltado com a “desfeita”, o militar teria falado a funcionários do bar e outras pessoas que a vítima era integrante de facção criminosa.

 

Assim, o PM foi até a mesa dos jovens e sentou-se. Nas imagens das câmeras de segurança, é possível ver que Claudemir, que estava na ponta oposta, não lhe deu atenção e estava de cabeça baixa, usando seu celular. Segundos depois, Elias sacou a arma e atirou no peito do rapaz.

 

Após ser baleado, Claudemir se levantou, colocou a mão no tronco e correu, mas caiu ferido na calçada do bar, onde morreu. O irmão da vítima e o amigo também se levantaram e foram para longe da mesa, assustados, enquanto o PM andou em direção à vítima com a arma em mãos. 

 

Depois do crime, Elias ainda teria dito em voz alta se “mais alguém pertencia a facção criminosa”. Entretanto, a alegação do PM sobre a vítima foi desmentida pela Polícia, que afirmou que tanto Claudemir, quanto seu irmão e o amigo deles nunca foram de grupo criminoso.

 

O delegado plantonista que iniciou a investigação, Ronaldo Binoti Filho, classificou o crime como covarde e disse que foi comprovado que eles não tinham envolvimento com o crime organizado. 

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