Um empresário de 38 anos foi preso pela Polícia Civil nesta sexta-feira (9), em Poconé, após comparecer espontaneamente à delegacia para pagar a fiança de um funcionário. Durante o atendimento, os policiais realizaram uma consulta aos sistemas de segurança e descobriram que havia contra ele um mandado de prisão preventiva em aberto.
Segundo as informações divulgadas, o homem é proprietário de uma pousada no município. A ordem judicial havia sido expedida pela 2ª Vara Criminal de Cuiabá, em razão de uma regressão cautelar relacionada a uma condenação pelo crime de roubo. A pena informada é de três anos e 11 meses.
O caso ganhou contornos inusitados porque o empresário não havia comparecido à unidade policial por causa de sua própria situação judicial. Ele foi até a delegacia com o objetivo de providenciar o pagamento da fiança de um funcionário que havia sido preso no dia anterior.
Funcionário havia sido preso pela PM
Conforme a Polícia Civil, o funcionário do empresário havia sido detido em flagrante pela Polícia Militar por direção perigosa sob efeito de álcool.
Ao chegar à delegacia para tratar da liberação do trabalhador, o empresário passou pelos procedimentos de identificação e consulta de rotina. Foi nesse momento que os policiais localizaram a ordem judicial pendente.
Checagem revelou mandado de prisão
Com a confirmação do mandado, os policiais adotaram as providências necessárias para o cumprimento da ordem judicial.
O empresário foi detido ainda na unidade policial e posteriormente colocado à disposição da Justiça. A Polícia Civil não informou, no material divulgado, detalhes adicionais sobre as circunstâncias da condenação por roubo ou sobre o motivo específico que levou à regressão cautelar.
A prisão preventiva cumprida nesta sexta-feira decorre de decisão judicial anterior e não está relacionada à ocorrência envolvendo o funcionário.
Situação chamou atenção pela circunstância da prisão
O episódio chamou atenção justamente porque o homem acabou sendo localizado quando procurou a polícia para ajudar outra pessoa.
A consulta aos bancos de dados de segurança durante procedimentos realizados em unidades policiais pode revelar ordens judiciais pendentes, como ocorreu neste caso.
Após o cumprimento do mandado, o empresário permaneceu sob custódia para os encaminhamentos determinados pelo Poder Judiciário.


