Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

POCONÉ: Empresário vai à delegacia pagar fiança de funcionário e acaba preso por mandado em aberto

Dono de pousada, homem de 38 anos era procurado pela Justiça por regressão cautelar relacionada a condenação por roubo; ordem foi descoberta durante checagem policial

POCONÉ: Empresário vai à delegacia pagar fiança de funcionário e acaba preso por mandado em aberto
Rep. MT é Noticia
Delegacia de Polícia Civil de Poconé, onde o empresário foi preso após os policiais identificarem um mandado de prisão em aberto durante checagem no sistema. Crédito: Polícia Civil de Mato Grosso.

Um empresário de 38 anos foi preso pela Polícia Civil nesta sexta-feira (9), em Poconé, após comparecer espontaneamente à delegacia para pagar a fiança de um funcionário. Durante o atendimento, os policiais realizaram uma consulta aos sistemas de segurança e descobriram que havia contra ele um mandado de prisão preventiva em aberto.

Segundo as informações divulgadas, o homem é proprietário de uma pousada no município. A ordem judicial havia sido expedida pela 2ª Vara Criminal de Cuiabá, em razão de uma regressão cautelar relacionada a uma condenação pelo crime de roubo. A pena informada é de três anos e 11 meses.

O caso ganhou contornos inusitados porque o empresário não havia comparecido à unidade policial por causa de sua própria situação judicial. Ele foi até a delegacia com o objetivo de providenciar o pagamento da fiança de um funcionário que havia sido preso no dia anterior.

Funcionário havia sido preso pela PM

Conforme a Polícia Civil, o funcionário do empresário havia sido detido em flagrante pela Polícia Militar por direção perigosa sob efeito de álcool.

Ao chegar à delegacia para tratar da liberação do trabalhador, o empresário passou pelos procedimentos de identificação e consulta de rotina. Foi nesse momento que os policiais localizaram a ordem judicial pendente.

Checagem revelou mandado de prisão

Com a confirmação do mandado, os policiais adotaram as providências necessárias para o cumprimento da ordem judicial.

O empresário foi detido ainda na unidade policial e posteriormente colocado à disposição da Justiça. A Polícia Civil não informou, no material divulgado, detalhes adicionais sobre as circunstâncias da condenação por roubo ou sobre o motivo específico que levou à regressão cautelar.

A prisão preventiva cumprida nesta sexta-feira decorre de decisão judicial anterior e não está relacionada à ocorrência envolvendo o funcionário.

Situação chamou atenção pela circunstância da prisão

O episódio chamou atenção justamente porque o homem acabou sendo localizado quando procurou a polícia para ajudar outra pessoa.

A consulta aos bancos de dados de segurança durante procedimentos realizados em unidades policiais pode revelar ordens judiciais pendentes, como ocorreu neste caso.

Após o cumprimento do mandado, o empresário permaneceu sob custódia para os encaminhamentos determinados pelo Poder Judiciário.

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