Quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Polícia apreende R$ 34 mil, celulares e computadores de alvos investigados por assassinato de advogado

Os materiais apreendidos passarão por análise e perícia técnica.

Polícia apreende R$ 34 mil, celulares e computadores de alvos investigados por assassinato de advogado
ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

Policiais da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá apreenderam R$ 34 mil em espécie, barras de ouro falso e equipamentos eletrônicos durante o cumprimento de buscas contra cinco alvos investigados pelo homicídio do advogado Renato Gomes Nery, ocorrido em julho deste ano, na capital. A ação integra a Operação Office Crime, deflagrada nesta quinta-feira (28).


Os mandados autorizados pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (Nipo), após representação dos delegados responsáveis pela investigação, foram cumpridos em endereços residenciais e comerciais em Cuiabá e Primavera do Leste. Os alvos são advogados e empresários. São eles: os advogados João de Carvalho Junior, Agnaldo Bezerra Bonfim, Gaylussac Dantas de Araujo e os empresários Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos.Além do dinheiro, foram apreendidas diversas barras que aparentam serem de ouro e dispositivos eletrônicos, como celulares, computadores e notebooks. Os equipamentos passarão agora pela análise de dados da equipe responsável pela investigação. As barras serão submetidas à perícia técnica.

Os fatos apurados pela DHPP apontam a disputa de terra como a motivação para o homicídio de Renato Nery. O inquérito policial apura os crimes de homicídio qualificado e organização criminosa contra o advogado.

O nome da operação faz referência a um escritório do crime criado para a execução do crime.

Crime e diligências

Renato Nery foi morto aos 72 anos. Ele foi atingido por disparos no dia 5 de julho deste ano, quando chegava a seu escritório, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, uma das principais vias da capital. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas foi a óbito horas após o procedimento médico.

Desde a ocorrência do homicídio, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do profissional.

No dia 30 de julho, a delegacia especializada cumpriu três mandados de busca e apreensão nas cidades de Guarantã do Norte, Cuiabá e Várzea Grande, com o objetivo de coletar informações que corroboram as investigações.

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Em setembro, a DHPP requisitou uma perícia complementar para auxiliar na identificação do executor do crime.

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