Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Polícia encontra ossos e documentos que seriam de mulher morta pelo marido há 24 anos em MT

Jairo Narciso da Silva procurou a polícia para contar que havia matado a mulher, por ciúmes, em outubro de 1994. Corpo foi enterrado em um banheiro que estava sendo construído na residência onde moravam.

Polícia encontra ossos e documentos que seriam de mulher morta pelo marido há 24 anos em MT
Luzinete Leal Militão de 28 anos, foi morta pelo marido em 1994 em Sinop — Foto: Arquivo pessoalFoto: Arquivo Colíder News

Os ossos e documentos que seriam de Luzinete Leal Militão, que foi morta pelo marido há 24 anos, foram encontrados no final da manhã desta sexta-feira (2) em Sinop, a 503 km de Cuiabá.

Jairo Narciso da Silva (de branco), de 64 anos, chegou escoltado por policiais para acompanhar a escavação dos restos mortais da mulher dele em Sinop — Foto: Poliana Mazzo/TV Centro AméricaJairo Narciso da Silva (de branco), de 64 anos, chegou escoltado por policiais para acompanhar a escavação dos restos mortais da mulher dele em Sinop — Foto: Poliana Mazzo/TV Centro AméricaJairo Narciso da Silva (de branco), de 64 anos, chegou escoltado por policiais para acompanhar a escavação dos restos mortais da mulher dele em Sinop — Foto: Poliana Mazzo/TV Centro América

Segundo peritos e a polícia, os ossos, uma bolsa e documentos de identidade estavam em um buraco, a 60 centímetros de profundidade, abaixo do piso do banheiro da casa. A ossada será encaminhada para perícia e DNA, que confirmará que se trata da vítima em questão.

A operação é feita por policiais da Delegacia de Homicídios de Sinop, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e funcionários do cemitério da cidade.

Jairo Narciso da Silva, de 64 anos, chegou escoltado por policiais para acompanhar a escavação dos restos mortais da mulher dele em Sinop — Foto: Poliana Mazzo/TV Centro América

Jairo Narciso da Silva, de 64 anos, chegou escoltado por policiais para acompanhar a escavação dos restos mortais da mulher dele em Sinop — Foto: Poliana Mazzo/TV Centro América

Escavação

Os dois filhos da vítima acompanham os policiais. Muito abalados com o caso, eles não quiseram falar com a imprensa. Eles só ficaram sabendo do homicídio essa semana e, até então, acreditavam que a mãe havia abandonado a família, conforme Jairo alegava.

Duas irmãs da vítima entraram na casa e acompanharam de perto o trabalho da polícia. Além da escavação, os policiais devem fazer a reconstituição do crime.

Do lado de fora, a escavação é observada por moradores, jornalistas e curiosos. A casa fica na Avenida das Itaúbas, no Bairro Jardim das Palmeiras.

Jairo chegou escoltado por policiais e indicou o local onde enterrou o corpo de Luzinete.

Entulho retirado do local começou a ser colocado na frente da casa, em Sinop — Foto: Poliana Mazzo/TV Centro América

Entulho retirado do local começou a ser colocado na frente da casa, em Sinop — Foto: Poliana Mazzo/TV Centro América

À época, a vítima tinha um filho de 10 anos de um relacionamento anterior, e um segundo filho de 8 anos, fruto do casamento com o suspeito.

Algum tempo depois do crime, Jairo vendeu a casa. Por essa razão, a polícia aguardava uma decisão da Justiça para escavar o local indicado pelo suspeito, em busca dos restos mortais da vítima.

Os atuais donos da casa moram fora do país. As pessoas que alugavam a casa deixaram o local na quinta-feira (1º) assim que souberam que a residência era o local de um crime.

Jairo trabalha em um sítio, na Gleba Mercedes, em Sinop, e chegou acompanhado da atual mulher.

O crime

Jairo disse ter matado a mulher no quarto do casal, enquanto ela dormia. Ele disse que usou uma barra de ferro para golpeá-la na cabeça. Entretanto, ao perceber que ela não havia morrido, ele a asfixiou.

Boletim de ocorrência sobre o desaparecimento da mulher, registrado na época do crime — Foto: GC notícias

Boletim de ocorrência sobre o desaparecimento da mulher, registrado na época do crime — Foto: GC notícias

Depois, pegou o corpo de enterrou no banheiro que estava em construção, junto com os documentos pessoais da vítima.

Logo após o crime, o suspeito registrou um boletim de ocorrência para comunicar o desaparecimento da mulher. No documento ele alegou abandono do lar.

Na época, os registros eram feitos à mão e, como ainda não havia um campo para 'comunicante', o suspeito éra identificado como vítima. No caso, seria vítima de abandono.

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