Sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Policiais apreendem Starlink em presídio com líderes do CV e TCP

Miniantena foi encontrada no Bangu 4, onde estão presos integrantes do Comando Vermelho. Droga e 31 celulares também foram apreendidos

Policiais apreendem Starlink em presídio com líderes do CV e TCP
Em uma ação de combate ao crime organizado, a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) frustrou a tentativa de ingresso de uma miniantena Starlink no Presídio Jonas Lopes de Carvalho, o Bangu 4, no Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro, nessa quarta-feira (12/8). O equipamento foi enviado pelos Correios e estava escondido dentro de um rádio para um detento.A encomenda foi interceptada durante procedimento de revista com scanner de raio-x.Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), as imagens do equipamento eletrônico chamaram a atenção dos policiais. Na sequência, uma ferramenta de inteligência artificial foi utilizada durante a inspeção e ao abrir o pacote na presença do interno destinatário, os agentes encontraram a miniantena escondida no aparelho.Os policiais penais também impediram a entrada de aproximadamente 160 gramas de entorpecentes no Bangu 4. A droga estava escondida nas partes íntimas de uma visitante e foi localizada durante a passagem pelo scanner corporal.

A mulher foi encaminhada à 34ª Delegacia de Polícia (Bangu) e autuada em flagrante por tráfico de drogas. O interno que receberia o material também foi levado para o Bangu 1, para ficar em isolamento.

No Presídio Alfredo Tranjan (Bangu 2), os agentes apreenderam 31 celulares e cerca de 300 papelotes de drogas.

As unidades ficam no Complexo de Gericinó e são destinadas à custódia de integrantes de diferentes facções criminosas. O Bangu 4 abriga integrantes do Comando Vermelho, enquanto o Bangu 2 é destinado a presos ligados ao Terceiro Comando Puro.

As ocorrências foram registradas na 34ª DP.

Combate ao crime organizado

De acordo com a Seppen, as apreensões fazem parte de ações sistemáticas para impedir a entrada e a circulação de itens proibidos nas unidades prisionais e dificultar a comunicação de organizações criminosas.

A secretaria afirma que tem ampliado o uso de tecnologias e procedimentos de fiscalização para combater atividades ilícitas dentro do sistema prisional. Entre as medidas estão o uso de scanners para inspeção de encomendas e visitantes.

A Seppen também informou que mantém fiscalização constante nas unidades para impedir irregularidades cometidas por internos ou servidores.

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