Os policiais penais oficializaram o fim da greve após assembleia geral realizada nesta sexta-feira (11). O fim do movimento faz parte do acordo firmado entre o governo e a categoria, que negocia o reajuste de salário dos servidores junto ao Executivo.
De acordo com o presidente do Sindspen-MT, Amaury Neves, a decisão foi tomada em conjunto com os servidores e atende uma necessidade para realização da próxima reunião com o governo.
"As negociações das nossas pautas seguem em aberto com o executivo estadual. Não há nada definido. Teremos uma nova rodada de negociação com o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, no dia 8 de março. A única coisa certa é que vamos lutar até o fim pela nossa valorização e pela aceitação das nossas reivindicações", explica.
Ocorre que no fim de 2021 a categoria deflagrou greve na luta por aumento salarial que durou 21 dias. Desde o início do movimento, o governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que se houvesse greve a proposta seria retirada e a negociação encerrada. Mesmo assim os policiais penais decidiram pela paralisação por tempo indeterminado.
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No início de janeiro, os servidores resolveram suspender a paralisação e retomaram as negociações com o Executivo. Neves reforça que as solicitações da categoria são justas e corrigem o equívoco de gestões passadas, quando outras categorias da segurança pública receberam reajustes enquanto os policiais penais não foram beneficiados.
“Somos cerca de 2,8 mil servidores que ajudam a manter a ordem e a segurança da sociedade em Mato Grosso, lotados em 46 unidades prisionais, tomando conta e evitando que reeducandos continuem a cometer crimes no lado de dentro e de fora dos muros. Contamos com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso (OAB-MT), e de boa parte dos deputados estaduais. Isso nos fortalece e dá respaldo às nossas solicitações", finalizou. (Com informações da assessoria)


