Quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Policial penal preso na Operação Insídia já foi investigado por entrada de celular em presídio em 2021

Na sentença, a magistrada registrou que o autor do fato havia cumprido as condições impostas na transação penal e determinou as baixas necessárias e o encaminhamento dos autos ao arquivo.

Policial penal preso na Operação Insídia já foi investigado por entrada de celular em presídio em 2021

O policial penal Nazil Santos Silva, preso nesta quarta-feira (9) durante a Operação Insídia, da Polícia Civil, já havia sido alvo de um procedimento criminal relacionado à entrada de aparelho de comunicação em estabelecimento prisional. O caso ocorreu em 2021 e terminou com o cumprimento de uma transação penal, a extinção da punibilidade e o arquivamento do processo.

Veja quem são a professora e o policial penal acusados de facilitar entrada de celulares em presídio

De acordo com sentença do Juizado Especial Criminal de Cuiabá, Nazil figurou como autor do fato em um procedimento instaurado para apurar, em tese, a prática do crime previsto no artigo 349-A do Código Penal. O dispositivo trata de ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico, de rádio ou similar em estabelecimento prisional sem autorização legal.

Na ocasião, Nazil aceitou uma proposta de transação penal apresentada pelo Ministério Público, conforme previsto na Lei dos Juizados Especiais. Após o cumprimento das condições estabelecidas, a juíza Célia Regina Vidotti declarou extinta a punibilidade do policial penal.

Na sentença, a magistrada registrou que o autor do fato havia cumprido as condições impostas na transação penal e determinou as baixas necessárias e o encaminhamento dos autos ao arquivo.

O registro voltou a ganhar relevância após a prisão do policial penal nesta quarta-feira, durante a Operação Insídia, que investiga um suposto esquema de facilitação da entrada clandestina

de celulares e outros objetos em unidades prisionais.

Segundo a Polícia Civil, Nazil teria utilizado as prerrogativas da função para facilitar a entrada dos aparelhos destinados a integrantes de uma facção criminosa. A investigação aponta que ele cobrava entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por celular introduzido no sistema prisional.

Ainda conforme a investigação, em determinado momento os valores teriam sido recebidos por meio da conta bancária da companheira do policial penal, numa tentativa de dificultar o rastreamento das movimentações financeiras.

Nazil foi preso preventivamente e também teve a suspensão cautelar do exercício da função pública determinada pela Justiça. Ele é investigado pelos crimes de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa.

A Operação Insídia também prendeu a professora contratada Karoliny Cardoso Viegas, que é investigada por supostamente utilizar o

acesso autorizado ao Centro de Ressocialização de Várzea Grande para facilitar a entrada de celulares e outros objetos.

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