O policial civil aposentado Jorge Luiz Souza de Moraes, que foi filmado atirando para o alto durante o velório de seu filho no domingo (13), em Cuiabá, afirmou que as balas eram de festim.
Haynner Martins de Moraes, de 33 anos, foi morto pela Polícia Militar do Rio de Janeiro na semana passada.
No programa Cadeia Neles, da TV Vila Real, exibido nesta segunda-feira (14), o homem disse que não queria passar a impressão de afronta à Polícia com sua atitude, e que aquela foi a maneira que encontrou para extravasar sua dor.
“Eu, como pai, o meu jeito de desabafar foi esse. Meu filho foi morto na quinta-feira, foi enterrado agora no domingo. Quatro dias sofrendo que eu estou. Meu filho, que eu amava demais”, desabafou.
“Eu não fiz nada para afrontar a Polícia daqui, porque não tem nada a ver com a coisa. E nem a Polícia do Rio [de Janeiro]. Jamais eu quero afrontar a Polícia, [até] porque eu sou a Polícia”.
Jorge, que está aposentado há oito anos, admitiu que sabia que seu filho cometia crimes, mas afirmou que não o rejeitaria por isso.
“Eu fiz o que pude pelo meu filho. Infelizmente, filho não faz o que pai e mãe querem. A vontade seria ele ter feito uma faculdade, procurado um caminho melhor, mas ele escolheu isso para ele e eu não posso ser contra ele. Eu sou pai”.
O policial, que disse ter mais quatro filhos, desejou que eles escolham um futuro diferente do irmão morto.
O caso
Haynner era um faccionado foragido da Justiça de Mato Grosso, e foi morto na quinta-feira (10), durante operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na favela Nova Holanda, no Rio de Janeiro.
A operação tinha o objetivo de libertar o motorista de um caminhão, que estava sendo feito refém na favela, localizada no Complexo da Maré, após o roubo da carga que transportava.
Na ação, Haynner portava um fuzil e teria atirado contra os policiais, quando foi alvejado e morto.
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Ele atuava no crime em Cuiabá pelo menos desde 2010, tendo inclusive uma gangue que levava seu apelido, a “Gangue do Brinquinho”
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Fonte: Angélica Callejas l Midia News


